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    Tecido que "mata" Coronavírus funciona e é sustentável? Entenda a tecnologia

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    Por Leo Coelho
    08/09/2020 - 10h42
    Produto desenvolvido por indústria catarinense utilizando partículas de prata é produzido com foco em sustentabilidade e economia de recursos naturais
    Produto desenvolvido por indústria catarinense utilizando partículas de prata é produzido com foco em sustentabilidade e economia de recursos naturais (Foto: divulgação)

    Desde o início da pandemia, a indústria mundial vem trabalhando na busca de novas tecnologias para mitigar os efeitos do novo Coronavírus. Um exemplo disso são os tecidos antivirais, como o desenvolvido de forma pioneira pela catarinense Dalila Têxtil. A tecnologia por trás do acabamento antiviral utiliza partículas de prata. "Quando o material entra em contato com o vírus ele acaba por romper a camada viral e expõe o DNA ou o RNA do vírus. Este, então, passa a não ter mais a sua ação quando infecta uma célula", explica Alexsandra Valério, doutora em Engenharia Química pela UFSC e uma das responsáveis pelo desenvolvimento do material.

    A eficácia do produto já foi comprovada por diversos testes e certificações laboratoriais e não oferece nenhum risco de toxicidade para a saúde, garantindo selo dermatologicamente testado. Porém, muita gente se pergunta sobre a sustentabilidade desse material. A engenheira Química explica que as partículas de prata utilizadas para a fabricação do tecido são facilmente precipitadas nos efluentes, pois reagem com floculantes aplicados para a eliminação do lodo e, depois da prata ter reagido e se tornado um sal no efluente, biologicamente ela não é mais antimicrobiana. Além disso, foi pensado no pós-uso do material. "Como é um tecido de alta qualidade, ele tem uma vida útil mais longa e pode permanecer em uso por mais tempo, ajudando a preservar o meio ambiente e economizando recursos", acrescenta o diretor da Dalila Têxtil, André Klein. Hoje a eficácia deste produto se estende a 50 lavações e novos testes estão em andamento.

    Ainda com foco na sustentabilidade, Klein observa que parte da energia utilizada para a água morna, que desempenha um papel significativo nos processos de síntese dos produtos, é obtida através da recuperação de calor. A energia é coletada do ar residual das caldeiras a vapor e do calor residual da condensação de vapor recuperada. O processo também faz a recuperação dos solventes gerados e os utiliza na limpeza dos reatores.

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