Recentemente, a WEG reuniu mais de 70 investidores e apresentou seus números e explicou a estratégia de negócios de médio e longo prazos. A empresa de Jaraguá do Sul planeja expandir atividades para novas localizações, na maioria das vezes com motores elétricos. Assim que possuir boa posição de mercado e/ou marcas reconhecidas, a empresa aproveitará sinergias para ter mais linha de produtos. Isso significa que continuará a busca por aquisições, levando-se em conta acessos a mercados e tecnologia como fatores decisivos. A WEG também relatou que vai expandir as linhas de produtos e de negócios que complementem a oferta já entregue. 

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Em linha com esta decisão, a companhia vem investindo, continuamente, em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Assim, nos últimos cinco anos (de 2013 a 2017), aplicou R$ 1,2 bilhão nesta área, o que significa média de 2,8% da receita líquida anual. Os produtos lançados nos últimos cinco anos têm representado mais de 50% do faturamento líquido – no ano passado, representaram 53% do total. 

O otimismo

Recentemente, a WEG fez significativo investimento em negócios voltados a energias renováveis (eólica, solar e turbinas a vapor) e em motores e transformadores. Diferentemente de muitas outras empresas, a WEG, otimista, acredita que o produto interno bruto (PIB) do Brasil vai crescer 2,5% neste ano. No curto prazo, afirma que a estratégia é fortalecer a equipe de vendas e melhorar a sinergia das aquisições recentes, além de obter ganhos de produtividade nos negócios atuais para ser cada vez mais competitiva globalmente. 

Na lista global

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A WEG, mais uma vez, foi um dos destaques no relatório do The Boston Consulting Group (BCG) como uma das representantes brasileiras na lista Global Challengers, que inclui as 100 empresas de mercados emergentes que mais rapidamente estão se globalizando. No levantamento de 2018, o Brasil soma nove empresas na pesquisa, que reúne negócios com potencial para um dia desafiar os líderes mundiais de seus setores. No estudo anterior, de 2016, 11 empresas nacionais foram classificadas.

Critérios

Para fazer parte da lista de multinacionais emergentes, a empresa precisa ter receita de US$ 1 bilhão ou mais, empregar mil ou mais funcionários e arrecadar parcela significativa de seu faturamento no exterior, com ambições de expansão futura. Para escolher as companhias em ascensão, o BCG estuda o resultado de médio prazo, considerando um período de três a cinco anos. Além da WEG, outras oito empresas brasileiras apareceram no relatório: Alpargatas, BRF, Cielo, Embraer, Gerdau, Iochpe-Maxion, Natura e Votorantim.

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