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    Aumento do preço da gasolina pela quarta vez em 2021 preocupa joinvilenses

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    Loetz
    Por Loetz
    19/02/2021 - 12h58
    Bomba de gasolina
    O maior preço da gasolina comum em Joinville chegou a R$ 4,799 por litro (Foto: Salmo Duarte / NSC Total)

    Em breve, o consumidor de Joinville poderá ter de pagar mais de 5 reais por litro de gasolina.  Só neste ano, a Petrobras impôs quatro reajustes nos preços dos combustíveis. A política de preços adotada pela companhia tem deixado muita gente de cabelo em pé. E irritou o presidente Jair Bolsonaro que, nesta semana, ameaçou fazer algo que foi entendido pelo mercado como a possível demissão do presidente da empresa.

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    O Procon de Joinville realizou pesquisa de preço dos combustíveis nos dias 10 e 11 deste mês, em 98 postos. Foram levantados os valores de comercialização das gasolinas comum e aditivada, etanol e diesel.

    O menor preço encontrado para a gasolina comum foi de R$ 4,429 por litro e o mais caro R$ 4,799 por litro. Já com relação à gasolina aditivada, o valor variava entre R$ 4,429 e R$ 4,999. O litro do etanol custava, nos dias da apuração, entre R$ 3,538 e R$ 4,099; e o preço médio do litro de diesel era de R$ 3,763.

    Comparado com o levantamento anterior, feito pelo Procon em 10 de novembro do ano passado, a gasolina comum foi a que teve a maior variação no preço, com uma diferença de 12,77% entre uma data e outra. Na época, o litro custava em média R$ 4,105 e hoje a média é de R$ 4,629.

    > Preço da gasolina em Joinville vai ter novo aumento em fevereiro

    Nesta sexta-feira, dia 19, o mercado financeiro reagiu mal às declarações de Bolsonaro, que insinuou demitir o presidente da Petrobras, com as ações da empresa caindo fortemente já no período da manhã.

    A disparada de preços dos combustíveis - em especial do diesel e da gasolina - é elemento inflacionário a corroer, mais ainda, a frágil popularidade do presidente da República. Daí, o anúncio de que vai zerar os impostos federais, (PIS e Cofins) para os combustíveis, a partir de 1 de março, uma maneira de brecar alta exagerada nos preços.

    Só esta medida, se valer por dois meses, já representará R$ 3,3 bilhões a menos na arrecadação federal, o que, por si só, cria outra fonte de atrito com o Ministério da Economia, principalmente com o ministro Paulo Guedes, inquieto com o déficit fiscal.

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