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    Entrevista

    Eleito presidente da Acij, Corsini elenca prioridades para Joinville

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    Loetz
    Por Loetz
    16/06/2020 - 06h00 - Atualizada em: 16/06/2020 - 11h47
    foto mostra o novo presidente da Acij, Marco Corsini
    Corsini assumiu a presidência nesta segunda-feira

    O empresário Marco Antônio Corsini foi eleito presidente da Associação Empresarial de Joinville nesta segunda-feira (15). Sucede a João Martinelli, que comandou a entidade nos dois últimos anos. Nesta entrevista, fala sobre as prioridades para a economia da cidade.

    O que será prioridade na sua gestão?

    Marco Antônio Corsini - Vivemos um momento difícil, com a pandemia do Covid-19. A prioridade é dar suporte e orientação às empresas, principalmente as de menor porte, nesta hora em que a vida é a prioridade número 1.

    A Acij sempre mantém relacionamento com a área política.

    Corsini - Sem dúvida. Precisamos aprofundar o relacionamento com o Estado e com o governo federal. Ver o que é possível eles fazerem a mais para ajudar as empresas. Especialmente para concessão de crédito, mediante fundo garantidor, para as empresas atravessarem este momento de grandes dificuldades.

    O desemprego grande é efeito da crise do Coronavírus.

    Corsini - Perfeito. O desemprego é a nossa maior preocupação. Vamos em busca dos políticos para achar soluções para, ao menos, repor parte do número de desempregados. As pessoas precisam ter renda; não dá para viver só de benefício financeiro emergencial. isso é transitório. As pessoas não vivem sem trabalhar.

    A economia não gira.

    Corsini - Isso. A economia não gira. O comércio não vende. Há, também, o problema político, o enfrentamento dos Poderes. Os Poderes se digladiando. Estamos entrando numa grande recessão. Todos devem estar alinhados.

    E o Parlamento?

    Corsini - Os deputados, os senadores têm papel importante. Vamos construir canais de conversação.

    Teremos eleições municipais neste ano. Como enxerga a cidade de Joinville?

    Corsini - A crise econômica vai abalar as finanças do município, claro. Mesmo que as contas estejam em dia, a arrecadação de impostos vai cair. Obras estruturantes — como a ponte que vai ligar o Adhemar Garcia ao Boa Vista — não aconteceram. Joinville cresceu e nossas vias são as mesmas de 30 anos atrás.

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