publicidade

Navegue por
Loetz

Entrevista 

Escola Bolshoi Brasil de Joinville quer ter teatro próprio até 2030

Compartilhe

Por Loetz
24/06/2019 - 07h00 - Atualizada em: 24/06/2019 - 07h00
(Foto: Salmo Duarte / A Notícia)

Depois de 19 anos de atividades em Joinville, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil faz planejamento estratégico para viabilizar sustentabilidade da instituição até 2030. A escola, em Joinville, é a única do Bolshoi fora da Rússia e já formou centenas de bailarinos – alguns deles hoje atuando em instituições de dança no exterior e reconhecidos mundialmente.

O presidente Valdir Steglich esteve na Acij, onde fez palestra e explicou os planos e detalhou as ações já realizadas. Lá, concedeu esta entrevista. 

Ao completar 19 anos, como o Bolshoi pensa o futuro?

Valdir Steglich – Estamos planejando ações de curto, médio e longo prazos. O planejamento estratégico tem consultoria da Fundação Dom Cabral. E estamos inseridos no programa VOA, da Ambev. Estas duas organizações vão nos auxiliar na formatação de um modelo gerencial capaz de dar perenidade ao Bolshoi. 

Quais são os fundamentos do plano, a serem alcançados?

Valdir – A exemplo das empresas, de quaisquer setores, e que precisam dar bons resultados para serem competitivas e crescerem, nós também vemos o Bolshoi como uma empresa. Então, a administração tem de ter parâmetros de gestão compatíveis com a prática comum nos negócios. Busca da excelência sempre – aliás, uma marca histórica do Bolshoi –, transparência nas informações, caixa forte e desempenho saudável.

O que isso quer dizer?

Valdir – Isso significa que vamos perseguir gestão de alto desempenho, e para isso é vital ter o que todas as organizações têm: gestão de rotinas; gestão de orçamento; gestão de gente. Agimos com governança. Prestamos contas a organizações privadas e a órgãos públicos. e, lógico, transparência é fundamental. 

Há intenção de ampliar atuação do Bolshoi?

Valdir – Temos ambição grande, sim. Queremos nos tornar uma das dez melhores escolas de dança do mundo. Para isso ser possível, é necessário muito empenho, muita dedicação, muito comprometimento, muita excelência, muito apoio. Queremos mostrar o nosso trabalho cada vez mais para mais gente. Uma das metas é conseguir fazer quatro turnês mundiais. Para isso, é essencial continuarmos com ação de excelência. 

Valdir Steglich (à esquerda) com o diretor da Escola Bolshoi, Pavel Kazarian, e a bailarina Ana Botafogo
Valdir Steglich (à esquerda) com o diretor da Escola Bolshoi, Pavel Kazarian, e a bailarina Ana Botafogo
(Foto: )

Como isso será possível?

Valdir – Outra de nossas metas é ter um teatro próprio da Escola Teatro Bolshoi do Brasil, em Joinville. Esse era um dos compromissos assinados com os russos quando a parceria foi assinada no começo de tudo. 

E dinheiro viria de onde?

Valdir – Queremos ser uma escola sustentável também financeiramente. Há nove anos, quando assumimos o comando, tínhamos dívidas grandes, problemas variados a resolver. Hoje a situação é melhor. 

Mas as dificuldades financeiras continuam.

Valdir – Sim, há dificuldades pontuais, em alguns meses do ano, mas numa escala bem menor. Pontualmente, próximo ao fim de ano podem surgir alguma dificuldade para pagar as contas. Mas nada comparável ao vivenciado em 2010.

Qual é o orçamento do Bolshoi?

Valdir – Nosso orçamento anual é de R$ 8 milhões. Quarenta por cento dos recursos vem do governo do Estado. Outras fontes de recursos são empresas patrocinadoras; doações de empresas e de pessoas físicas; receitas das apresentações da escola em palcos pelo país afora; e de venda de produtos da marca Bolshoi. 

Quanto custa uma apresentação do Bolshoi?

Valdir – Varia de R$ 5 mil a R$ 40 mil. Depende da estrutura e do espetáculo contratado. Não é tão simples a escola se apresentar. É necessário local adequado (palco e iluminação apropriados, por exemplo), são imprescindíveis. Em 19 anos, o Bolshoi já foi visto por 824 mil pessoas. O Bolshoi é um atrativo turístico para Joinville. Traz turistas, famílias, gera recursos para a cidade.

Aliás, a CVC está trazendo turistas para Joinville e conhecer a escola faz parte do roteiro.

Valdir – Exatamente. Os primeiros ônibus de turistas da CVC vieram nesta semana, neste feriado de Corpus Christi. 

O Bolshoi aparece bem na mídia...

Valdir – Certamente. A nossa mídia espontânea foi de R$ 43 milhões no ano passado. Em 2017 foi de R$ 167 milhões. Aparecemos em programas de TV importantes e em canais dos mais variados. Nos orgulhamos disso. 

Uma das medidas de eficácia de qualquer escola é o grau de empregabilidade de seus alunos depois que acabaram o curso. Como está isso no Bolshoi?

Valdir – O índice de empregabilidade dos nossos alunos é de 74%. Alunos nossos estão atuando em algumas das melhores companhias do mundo. 

Deixe seu comentário:

Cláudio Loetz

Loetz

Loetz

Claudio Loetz é um dos mais renomados colunistas de economia do Sul do Brasil. Com textos analíticos e informativos, é a principal fonte de informação para os interessados em negócios em Joinville e região.

claudio.loetz@somosnsc.com.br

publicidade

publicidade

Mais colunistas

publicidade

publicidade

Navegue por
© 2018 NSC Comunicação
Navegue por
© 2018 NSC Comunicação