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    Governo Moisés

    Os múltiplos desafios do novo secretário de desenvolvimento econômico de Santa Catarina

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    Loetz
    Por Loetz
    22/06/2020 - 17h56
    foto mostra o novo secretário assinando um documento usando máscara

    A posse do empresário Rogério Siqueira na Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Estado de Santa Catarina é uma excelente notícia para industriais que precisam ter relações com a esfera pública no Estado.

    Siqueira é mais conhecido por ter sido gestor e CEO do Beto Carrero World, mas antes atuou na Tigre, em Joinville; na Riosulense e na Reunidas. Também participou, como consultor, em processos de reestruturação empresarial.

    Terá muito trabalho pela frente nos próximos dois anos e meio. Como não conhece nada de administração pública - muito menos de suas entranhas e de suas complexas redes de interesses - estar perto do experiente Paulo Eli, da Fazenda, será uma sábia forma de agir.

    Afinal, é pela Fazenda que tramitam os processos de maior dimensão de investimentos empresariais - aqueles que significam dezenas de milhões de recursos aportados em SC, mas que, em contrapartida, exigem incentivos fiscais correspondentes, via Prodec ou Proemprego..

    Vai daí, será natural que Siqueira, e o adjunto Ricardo Stodieck,  componham sua equipe com nomes técnicos nas diferentes áreas de ação que a Pasta abrange.

    Um interlocutor de Joinville, próximo ao novo secretário, acredita na busca por quadros técnicos de dentro do próprio governo para compor segundo e terceiro escalões da Secretaria de Desenvolvimento. Gente das secretarias da Fazenda, da Agricultura, para, por exemplo, cuidar de questões ligadas à tributação e ao segmento rural, entre outros.

    A Pasta do Desenvolvimento não é uma secretaria de ponta, daquelas cobiçadas por dispor de fartos recursos financeiros, como são os casos das de Infraestrutura, Saúde, Educação. Mas, junto com a Casa Civil e a Fazenda, formam o tripé vital da "cozinha" para o funcionamento da máquina andar.

    O mundo da política já ensinou que não é razoável governar com amigos muito chegados em postos-chave. Eles podem trair a confiança do chefe, e manchar uma gestão, como se vê em múltiplos quadrantes - perto e longe daqui.

    Melhor ter profissionais aptos e reconhecidamente sérios. Foi esse, agora, o pensamento do governador Carlos Moisés, ao escolher a dobradinha para gerir os desafios de uma área que compreende variadas atribuições: desde a administração de portos públicos, até avaliação de incentivos fiscais e liberação de licenças ambientais, entre outras.

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