nsc
    nsc

    Economia

    Santa Catarina vai sair do Serasa em 2021, diz secretário da Fazenda

    Compartilhe

    Loetz
    Por Loetz
    18/12/2020 - 13h06
    Paulo Eli, secretário da Fazenda de Santa Catarina
    Paulo Eli, secretário da Fazenda de Santa Catarina (Foto: Tiago Ghizoni, Arquivo Diário Catarinense)

    O secretário da Fazenda do governo do Estado, Paulo Eli, teme que em 2021 - sem o aporte de recursos do auxilio emergencial e com o retorno das viagens da classe A para o exterior, a economia não cresça muito. Será uma incógnita, admitiu aos empresários, em fala na Fiesc: se esperarmos pelo governo central, vamos morrer de inanição.

    > Quer receber notícias de Joinville e Norte de SC por WhatsApp? Clique aqui

    Destacou que o pessoal que usa o cartão black - os super ricos - gastam US$ 60 bilhões por ano em compras fora do país. Dinheiro este que ficou dentro do Brasil em 2020 por causa da pandemia, a impossibilitar viagens internacionais. Quando as viagens internacionais forem autorizadas , este dinheiro todo novamente vai ser despejado em economias fora do Brasil.

    Criticou o sistema tributário, que cobra menos a renda, lucros e dividendos do que o consumo e salário.

    - SC precisa continuar a se descolar do governo federal para crescer.

    Anotou que o grande desafio ainda é o déficit previdenciário do serviço público estadual. Mais: o Estado está no Serasa, no SPC; não tem capacidade de fazer novas dívidas porque a União não dá aval. Santa Catarina tem nota C no ranking de risco.

    > Falta de cerveja nos supermercados aumenta e bate recorde em novembro

    Só com a previdência estadual, o déficit chega a R$ 5,2 bilhões por ano, o equivalente a 1 bilhão de dólares/ano. Evitando fazer críticas diretas a governos anteriores, não deixou de explicou que de 2010 a 2013 as despesas do Estado sempre cresciam mais do que as receitas, tornando o Estado inadimplente.

    - Santa Catarina faliu em 2014 e, de 2015 a 2017 gastou todas as suas reservas. O endividamento do Estado, hoje, é de 72% da receita líquida.

    Daí, a partir de 2018, foi implementado um forte ajuste fiscal, com controle rígido, tendo como limite de gastos o índice do IPCA.

    - Saneamos o Estado, saneamos dívidas com fornecedores, e agora estamos renegociando com os bancos.

    > Multinacional europeia inaugura fábrica no Norte do Estado

    Objetivo é voltar ao mercado e conseguir novos financiamentos

    O objetivo é, já em 2021, recuperar a nota B para voltar ao mercado e conseguir novos financiamentos. Em 2020, as receitas terão alta de 3% em comparação com o apurado no ano passado.

    Neste ano, os investimentos, com recursos próprios, somaram R$ 700 milhões, e a meta é conseguir investir, nos próximos 15 anos, R$ 3 bilhões ao ano, sendo R$ 2 bilhões com recursos próprios, e mais R$ 1 bilhão com empréstimos, até 2035. De modo que no total, os investimentos somem R$ 45 bilhões neste período.

    O secretário também alertou para a importância de se capitalizar a Casan, hoje sem dinheiro para fazer investimentos e vender mais água. A economia catarinense já não está centrada na força da indústria tradicional, lembrou ele, para sinalizar que há R$ 40 bilhões de investimentos represados no Instituto de Meio Ambiente, o IMA, à espera de licenciamentos para empreendimentos dos mais variados tipos e setores.

    Leia mais

    > Grupo Positivo compra colégio e expande negócios em Santa Catarina

    > Indústria de SC será a primeira do Brasil a migrar para Novo Mercado B3

    Deixe seu comentário:

    Últimas do colunista

    Loading...

    Mais colunistas

      Mais colunistas