O presidente Jair Bolsonaro prorroga o prazo para as empresas em dificuldades financeiras adotarem redução de jornada e de salários por mais um mês, (passando de 90 para 120 dias); e também por mais 60 dias (de 60 para 120 dias) quando optarem pela suspensão de contratos de trabalho. 

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Federações empresariais apoiam decisão de governador Moisés de não decretar lockdown em SC

O decreto 10.442/2020 prevê a possibilidade da suspensão do contrato de trabalho ser por tempo fracionada, desde que os períodos alternados sejam de pelo menos de dez dias cada um.

Mesmo assim, a situação das micro de pequenas empresas catarinenses é “desesperadora, terrível; não há luz no fim do túnel”. A afirmação é da presidente da Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina, Rosi Dedekind, ela mesma empresária do ramo da hotelaria em Joinville.

Abrangente, o agravamento da crise originada pelo novo Coronavírus, alimenta as dificuldades de caixa. O grande problema das companhias é a falta de crédito.

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— O dinheiro não chega a pelo menos 60% dos empresários que pedem financiamento a bancos, pela via do Pronampe, diz a líder empresarial.

Os problemas mais agudos estão nos negócios das agências de turismo, hotéis, espaços de eventos n nas escolas infantis particulares.

— Para muitos, o fôlego financeiro está acabando neste mês. As microempresas trabalham sem recursos adicionais, não têm aplicação para suportar tantos meses sem receita. Muitas empresas vão fechar.

A quarta rodada de pesquisas comandada pelo Sebrae e Fiesc, sobre o ambiente de negócios, está em fase de coleta de dados junto aos empresários.

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Virá, daí, provavelmente na última semana deste mês, uma radiografia mais detalhda sobre o pensamento dos donos de micro e pequenos negócios.

Rosi destaca que até agora foi possível, aos pequenos empreendimentos, adiar o pagamento de tributos, mas este prazo extra dado pelo governo ,termina. Muitos não terão condições de pagar integralmente a folha salarial; e outras contas, como o recolhimento do Simples, também estão chegando.

Quando Rosi acorda, de manhã cedo, o celular já mostra ligações de empresários, que telefonaram no fim da noite anterior, pedindo orientação e socorro à federação. Nesta perspectiva de aflição coletiva, a presidente da Fampesc mantém contato frequente com o Ministério da Economia e com a Confederação Nacional de Micro e Pequenas Empresas na expectativa por mais respostas.

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