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    Crônica

    Dia de praia! Vamos?

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    Marcos
    Por Marcos Piangers
    05/02/2021 - 07h00
    Praia
    Vamos acordar, grito para a casa. A praia está sensacional, pessoal. (Foto: Pexels, banco de imagem)

    Acordo empolgado, é dia de praia. Corro para a janela, verificar se a previsão do tempo estava correta. O sol das sete da manhã já queima o vidro da sacada. O mar está transparente, a areia branca. Algumas gaivotas pescam tranquilas, meia dúzia de pessoas caminha. Vamos acordar, grito para a casa. A praia está sensacional, pessoal. Minha esposa e duas filhas respondem com resmungos, huummmmms e aaaaaahhhhhmmmmms preguiçosos. Vamos, vamos, vamos. vamos, eu digo. Sei que tenho pressa. O sol das dez faz mal. Meio-dia a praia vai estar lotada.

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    Manteiga, pão, café, faço pão com queijo e presunto e corto o mamão. Espalho pratos e garfos pela mesa. Elas vão ter apenas o trabalho de comer um sanduíche e um mamão, entornar um suco de laranja e partiu praia! As meninas continuam dormindo, boca aberta, parecem mortas. Meninas! Vamos pra praia! Colocam o travesseiro na cabeça. Uma aliada! Preciso de uma aliada! Levo café para a esposa, ela faz careta, começa a acordar. É a primeira a demonstrar alguma intenção de sair da cama.

    Quinze para as oito. Abro uma fresta da janela do quarto das crianças. Experimento uma técnica de acordamento fofo, com beijinhos e abraços. A mais velha reluta, a mais nova sorri. Começo a separar os maiôs. Vamos, pessoal. Só levantar, escovar os dentes. Os maiôs já estão aqui. A esposa toma café. Faz uma tapioca. A mais velha levanta e se tranca no único banheiro da casa. A mais nova quer escovar os dentes antes do café da manhã. Tem que ser antes? Escova depois, pequena, eu digo. Tem, papai. Vamos, Anita, sai do banheiro.

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    Estou pronto, calção de banho, corpo ensopado de protetor solar. Uso uma blusa de proteção por cima, boné, óculos escuro. A mais velha está no banheiro, a mais nova bate na porta, a esposa come tapioca. Pela janela, observo os carros chegando na praia. Eles vão estacionando nos canteiros, nos terrenos baldios, no meio da rua. A mais velha sai do banheiro, a mais nova entra, a esposa diz que quer ir no banheiro também. Olha, filha, só colocar esse maiô, digo para a mais velha.

    Nove e quinze. Cadeiras, guarda-sol, prancha, canga e sacola estão alinhados na porta de casa. Quero levar uma bola, diz a mais nova. A esposa pede pra passar protetor nas costas. A mais velha está procurando o óculos. A mais nova colocou o maiô ao contrário. Nove e meia. Estamos todos amontoados na porta do apartamento, aguardando apenas a pequena achar o balde com os brinquedos de praia. A esposa vai ajudá-la. Somos só eu e a mais velha, quase na saída de casa. A esposa demora a encontrar o balde. A mais velha liga a tv. Está passando É de Casa. Sentamos no sofá para assistir, enquanto as outras não estão prontas. O relógio marca meio-dia. Começo a fazer o almoço.

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