Hospitalizado há uma semana em razão de um câncer no pâncreas, morreu nesse domingo (25), no Hospital da Unimed, o poeta C. Ronald ou Carlos Ronald Schmidt.

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Nascido em Florianópolis em 2 de dezembro de 1935, foi aluno do Colégio Catarinense, formou-se em Direito, trabalhou como advogado e juiz em diferentes comarcas do Estado.

Decidiu morar definitivamente na última comarca em que atuou – Biguaçu, sendo considerado um de seus "filhos" mais ilustres. Atuou como jornalista no Rio de Janeiro, foi colunista do jornal “O Estado” e um dos fundadores do Grupo Litoral, dissidência do Grupo Sul. É tido como um precursor na crítica de artes visuais em Santa Catarina.

Além da poesia, ele também deixa um legado no campo das artes visuais, como pintor e escultor. Essa faceta, vista apenas por amigos, ganhou visibilidade em 2012, no Masc (Museu de Arte de Santa Catarina), sob curadoria da artista Juliana Hoffmann.

Conquistou o Prêmio Nacional de Poesia da Fundação Cultural de Brasília com As Origens e em 2011 foi agraciado pelo conjunto da obra com o Prêmio Othon Gama d’Eça, pela Academia Catarinense de Letras, instituição que viria integrar em abril de 2013, eleito para ocupar a cadeira 25, deixada por seu amigo Jair Francisco Hamms.

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Na noite de sua posse na Academia Catarinense de Letras ao lado da esposa e filhos.
Na noite de sua posse na Academia Catarinense de Letras ao lado da esposa e filhos. (Foto: Arquivo da família)

Ele deixa a mulher, Neide Campos Schmidt, e os filhos Ariadne, Amarilis, André e Bernardo e sete netos.

O velório ocorre nesta segunda feira (26), das 9h às 11h, e o enterro está previsto para 11h30min no Cemitério Jardim da Paz.

As últimas homenagens seguirão as normas sanitárias decorrentes da Covid-19.

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