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    Você faz a paz

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    Mário
    Por Mário Motta
    07/05/2020 - 13h28 - Atualizada em: 07/05/2020 - 19h08
    jovem
    Tão jovem e com idéias tão profundas. (Foto: Divulgação)

    Há eventos explicáveis, coincidentes ou inexplicáveis. Você pode escolher como definir o que segue, após ler um poema escrito há mais de 20 anos por uma menina de apenas 13 anos, em que ela pede a construção da paz no mundo. Um poema escrito há 20 anos, como se tivesse sido escrito hoje, quando encerrei o Jornal do Almoço da NSC TV com ele:

    Você faz a paz

    "Procure uma posição confortável, acomode-se.

    Fique em silêncio, feche os olhos, concentre-se.

    Lentamente, respire fundo.

    Relaxe, pense no mundo.

    Atinja o nível mais alto do pensamento.

    Sinta o que falta aos seres humanos neste momento.

    Analise a situação atual da humanidade.

    E em como você pode colaborar, mesmo com pouca idade.

    Imagine um mundo sem ira, sem ódio, sem inveja e sem maldade.

    Só a honra de cada cidadão cumprindo seus direitos e deveres com serenidade.

    Pense na paz em plenitude.

    E em como alcançá-la, com certas atitudes.

    É tão fácil e seria maravilhoso.

    Qualquer um pode colaborar com um comportamento honroso.

    Torne isso uma realidade.

    Então verá que só assim a vida tem sentido de verdade.

    Cumpra pelo menos você a sua parte e proporcione paz.

    E em verá a felicidade que isso traz. "

    Clarice Pacheco.

    A jovem Clarice Pacheco nasceu no dia 17 de fevereiro de 1989 em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, onde morou durante toda a sua breve vida. Sempre gostou de ler e escrever. Seu interesse pelos livros surgiu antes mesmo de aprender a ler, com quatro anos.

    Era muito pequena quando começou a criar histórias. As primeiras, tinham apenas desenhos e curtos diálogos. Aos poucos foi elaborando textos mais longos em que ela própria construía os personagens, o enredo e as ilustrações.

    Aos treze anos já possuía uma produção literária considerável. Escreveu poesias, histórias infantis, narrativas curtas e até uma breve novela juvenil. Deixou também uma narrativa inacabada.

    Partiu em 2 de setembro de 2002. Após sua ausência os pais organizaram seus escritos em cinco obras póstumas: "Caderno de Poesias", "O Tempo de Cada Um", "Um Dia na Vida", "Um Amor de Cãozinho I I - Floquinho" e "Um Amor de Cãozinho II - Floquinho e Pluminha".

    .
    (Foto: )

    Além de histórias e poesias, Clarice deixou muitos desenhos que retratam a dimensão de sua sensibilidade e talento. Com muito esmero, passava horas montando livros em miniatura, sobre assuntos diversos, com capa, índice e tudo o mais. Hoje, ela é reconhecida como a jovem escritora e poetisa gaúcha Clarice Pacheco.

    À sua memória, nosso carinho e reconhecimento.

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