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    Entidades estão preocupadas com o aumento de ICMS de alimentos em SC

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    Por Moacir Pereira
    27/08/2019 - 16h18 - Atualizada em: 28/08/2019 - 08h47
    (Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS, BD)

    Dirigentes de quatro entidades ligadas ao setor de restaurantes, bares e turismo da Grande Florianópolis saíram preocupadas com o aumento nos preços dos alimentos, por conta da elevação das alíquotas do ICMS determinada pelo governador com o cancelamento do incentivo fiscal.

    Depois de duas horas de reunião na Casa da Agronômica, os empresários não conseguiram obter uma decisão do governador Carlos Moisés da Silva de revogação dos reajustes previstos para 1º de setembro em toda Santa Catarina. 

    A previsão é de que não existindo revogação das elevações do imposto vários produtos de largo consumo da população, em especial, dos mais pobres, serão reajustados. Foram citados carne de frango e carne suína, derivados de leite, mistura de farinha de trigo, entre outros.

    Os líderes empresariais mostraram ao governador que Florianópolis tem a terceira cesta básica cara do Brasil e a alimentação é a que mais custa no país.

    Preocupados, saíram do encontro pela indefinição, mas deram um crédito de confiança, em função da promessa de alguma decisão até sexta-feira, dia 30 de agosto.

    A Abrasel, Fórum de Turismo da Grande Florianópolis, CDL-Florianópolis e ACIF emitiram nota intitulada “Governador Moisés tem três dias para reverter o aumento de ICMS na alimentação”, com o seguinte teor:

    “Em reunião realizada na manhã desta terça-feira (27), o governador Carlos Moisés abriu canal de comunicação com entidades empresariais para discutir os efeitos do aumento do ICMS sobre itens da cesta básica. Mesmo com a louvável iniciativa do Executivo estadual propor um grupo de trabalho para análise de uma nova política fiscal, as lideranças continuam preocupadas. Isto porque ficou pendente no encontro a definição do governo sobre iminentes aumentos.

    O Executivo tem apenas três dias para adotar medidas que neutralizem esta oneração no custo da alimentação dos catarinenses. Diante disso, as entidades estão otimistas de que o governo seja sensível, evitando o aumento dos preços de itens essenciais - o que afetaria não somente estabelecimentos, mas todos os consumidores -, principalmente os menos favorecidos, aumentando a desigualdade social. Assinam as entidades: Abrasel, ACIF, CDL de Florianópolis e Fortur.”

    Ouça o comentário na CBN:

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