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    Ex-presidente da Adepol critica reforma da previdência

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    Por Moacir Pereira
    03/12/2019 - 09h41 - Atualizada em: 03/12/2019 - 09h42
    Ulisses Gabriel, Adepol
    Foto: Reprodução/NSC Total

    Os Delegados de Policia Civil de Santa Catarina também estão fazendo sérios reparos ao projeto do governador Carlos Moisés da Silva sobre a reforma da previdência que está na Assembleia Legislativa. Entre outras razões, porque os policiais militares e os bombeiros militares poderão ir para a reserva com 55 anos, enquanto os delegados somente após 65 anos de idade.

    O ex-presidente da Associação dos Delegados de Policia (Adepol), Ulisses Gabriel, está indagando em comentário crítico sobre o projeto:

    “A Polícia Civil e a reforma da previdência: será o fim da investigação eficiente?”

    Assinala textualmente: 

    “A primeira pergunta que fazemos é: como a Polícia Civil será mais eficiente? Na nossa visão, através do fornecimento, por parte do Estado, de mecanismos tecnológicos, de estrutura, de reconhecimento financeiro e também através da renovação do efetivo, pois a polícia precisa estar oxigenada para enfrentar o crime.

    Ora, como um policial com quase setenta anos prenderá um jovem criminoso de 18, que está na flor da idade? Não há a mínima condição, mesmo o policial sendo um indivíduo determinado, que com coragem e ousadia, vai ao encontro do perigo, enfrentando a criminalidade que bate a porta de cada um de nós. Não haverá mais condição física e mental para esse embate.

    Em Santa Catarina, daqui a alguns anos, essa será a realidade, já que o Governador do Estado enviou para a Assembleia Legislativa um projeto que obrigará o policial civil a trabalhar no mínimo até os 65 anos de idade para que ele possa ter alguma uma dignidade salarial. Mas muitos de perguntam: com que idade o governador se aposentou? Com 48 anos. Mas porque só o policial civil terá que trabalhar até os 65 e o policial militar não? Não se sabe. Mas é lamentável tal atitude.

    Será o começo do fim da Polícia Civil, que vai ficar cada vez mais engessada, envelhecida e, automaticamente, ineficaz. Como serão resolvidos os crimes praticados contra o cidadão catarinense? Mais uma pergunta sem resposta. Como delegado de polícia e ex-presidente da Associação dos Delegados de Santa Catarina, não posso me calar diante desse descalabro.”

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