Durante uma sessão politicamente tensa, marcada de grande expectativa e com excelente quórum de deputados e a presença de um grande número de servidores, jornalistas e seus amigos, o deputado Julio Garcia (PSD) fez o primeiro pronunciamento depois de ter sido alvo de busca e apreensão na Operação Alcatraz.
Ele recebeu manifestações de solidariedade de deputados de vários partidos, com reiteradas declarações de confiança de que vai provar sua inocência e de que merecendo o apoio de todos.
Iniciou falando do momento difícil que atravessa e dos dias de tristeza e sofrimento. Mas falou várias vezes que é hora de serenidade.
— Hoje, com certeza, é o dia mais triste de toda a minha trajetória neste honrado Parlamento. O farto noticiário acerca do ocorrido comigo na última quinta-feira deixa evidente do que falo. Confio na Justiça e entendo que ela esteja cumprindo o seu papel — afirmou.
Mais adiante, prosseguiu: “O Poder Judiciário é, ao lado do Legislativo, o pilar mais importante da democracia. Não é hora de bravata. Não é hora de procurar culpados. Não é hora de acusar. A mim compete o dever de proceder minha defesa. E quero fazê-la da melhor forma. É hora de ter serenidade. É o que tenho pedido a Deus todos os dias, além de forças para superar a dor deste momento.”
Passou, em seguida, a falar das duas principais acusações que pesam sobre ele no inquérito da Policia Federal e Receita Federal. E esclareceu:
“De possuir um terreno cuja aquisição teria sido produto de propina, decorrente de operações que são o alvo central da investigação em curso.
Pois bem: Estamos em 2019. O referido terreno foi adquirido em 1994, portanto há 25 anos. Tivemos problemas de percurso na sua legalização, tais como: o vendedor do terreno veio a falecer, havia herdeiros envolvidos já falecidos e outras tantas dificuldades até a total regularização da área.
Portanto, tal imóvel nada tem a ver com o objeto da operação.
Investigam-me por ilação de ter relação com proprietário de prestadora de serviço da Secretaria da Administração. Pois posso afirmar, com certeza absoluta, que desconheço qualquer atividade comercial dessa empresa.
Alegam que sou amigo do proprietário. Pois afirmo: Mais do que amigo, tive convivência familiar durante quinze anos e mantenho até hoje amizade com ele.
Sobre o Senhor Nelson Nappi, reitero aqui minha amizade de muitos anos. Desconheço qualquer atuação ilícita de sua parte.
Não fosse assim, não o teria nomeado para cargo em comissão na Assembleia Legislativa.”
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