Leonardo Ferrari, da Vinícola Abreu Garcia, de Campo Belo do Sul, Santa Catarina, foi o único enólogo da América do Sul convidado para ser jurado do Concurso Mundial de Vermentino, na Itália, nos dias 22 e 23 de maio de 2026.
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Como brasileira e catarinense, fico extremamente feliz e honrada com esta importante distinção do vinho GEO, da Vinícola Abreu Garcia, e do enólogo Leonardo Ferrari, que representou, além do Brasil, toda a América do Sul como jurado no Concorso Enologico Internazionale “Vermentino”, considerado o principal concurso mundial dedicado exclusivamente à variedade.
A conquista ocorreu neste mês de maio de 2026, em edição histórica, na cidade de Arzachena, na Sardenha, Itália, que é uma das regiões mais tradicionais do mundo para a produção da uva Vermentino.
Realizada a cada dois anos, a competição reuniu cerca de 360 amostras de países como Itália, França, Espanha, Austrália, Estados Unidos, África do Sul, Chile e Brasil.
Os vinhos passam por avaliação técnica internacional formada por enólogos, sommeliers, jornalistas e especialistas de diversos países ligados ao setor vitivinícola.
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Leonardo foi pioneiro na elaboração de vinho com a casta Vermentino no Brasil. Já com 12 safras dedicadas à variedade, Ferrari construiu uma trajetória marcada pela inovação, precisão técnica e pela busca constante por excelência na produção de vinhos e espumantes elaborados a partir da casta mediterrânea, consolidando um trabalho autoral que vem ampliando o reconhecimento da vitivinicultura brasileira no cenário internacional.
Ao introduzir uma nova leitura da Vermentino em solo brasileiro, Leonardo ajudou a conectar o terroir de altitude catarinense, consolidando um trabalho autoral que reforça sua atuação na enologia, combinando técnica, leitura precisa do terroir e sensibilidade na produção de rótulos que expressam identidade, território e elegância.
Entre os reconhecimentos mais recentes, destacam-se a consolidação como tricampeão nacional do melhor Chardonnay brasileiro no Wines of Brazil Awards, no Rio de Janeiro, além da Grande Medalha de Ouro no maior concurso de espumantes do Brasil.
Mais que uma participação protocolar no concurso mundial, sua presença reforça algo muito interessante no cenário atual do vinho: o reconhecimento internacional da nova geração da enologia brasileira.
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Estar em um júri técnico na Itália avaliando exemplares de uma casta mediterrânea histórica significa dialogar diretamente com produtores que carregam séculos de tradição vitivinícola.
O vinho produzido a partir da Vermentino é conhecido por sua personalidade intensa, notas cítricas, acidez vibrante, notas herbáceas e forte identidade mineral.
Com fortalecimento nas últimas décadas, tornou-se estrela na costa italiana da Sardenha, Toscana e Ligúria, além de alcançar status icônico na Córsega.
Os vinhos brancos do Mediterrâneo vivem um momento de grande valorização mundial, e sua crescente popularidade chamou a atenção de outros países. Com o aumento dos vinhedos nos Estados Unidos, notadamente no Texas e na Virgínia, além da África do Sul e da Austrália, a variedade está se tornando globalmente conhecida e consumida.
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A presença de Leonardo, da Vinícola Abreu Garcia, com o vinho GEO premiado na Itália, além de todos os méritos, também ajuda a consolidar a imagem do Brasil como um país capaz de participar não apenas como consumidor de um mercado emergente, mas como voz ativa nos debates internacionais sobre qualidade, terroir e identidade dos vinhos contemporâneos, simbolizando também um movimento maior: o amadurecimento da vitivinicultura da Serra Catarinense diante do mundo.
Junto com Leonardo, Santa Catarina também subiu ao palco, confirmando que a região desperta atenção pelos seus vinhos, mas também pela consistência técnica, identidade de terroir e sofisticação crescente de seu enoturismo.
E o que encanta o mundo é a capacidade de uma região tão jovem dialogar com territórios históricos do vinho sem perder sua autenticidade. A participação de Ferrari na Sardenha ajuda a reforçar esta ponte entre a tradição e o contemporâneo.
De um lado, o Mediterrâneo ancestral do Vermentino; do outro, a Serra Catarinense, que ainda escreve sua história, mas já é percebida internacionalmente como uma combinação entre excelência técnica, natureza exuberante, sensibilidade cultural e autenticidade.
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É exatamente isso que faz os olhares internacionais se voltarem cada vez mais para as montanhas catarinenses como um dos territórios mais interessantes do vinho brasileiro contemporâneo.
Saúde!
Néa Silveira
@neasommeliere

