O que está acontecendo no mundo do vinho é um verdadeiro paradoxo: os países que produziram e ensinaram o mundo a beber vinho estão consumindo menos, enquanto no Brasil o consumo continua crescendo.
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O mercado global do vinho mira o Brasil por muitos motivos, mas principalmente porque o país está diante de uma oportunidade única e histórica. Enquanto o mercado global assiste ao declínio do consumo, registrando o menor volume consumido desde 1961, no Brasil o consumo cresce paralelamente à produção de vinho.
França, Itália e Alemanha registram declínios históricos e não apresentam perspectivas de recuperação no curto prazo. Parece que o mundo do vinho está vivendo uma transformação profunda. O consumo global está caindo não porque as pessoas deixaram de apreciar vinho, mas porque uma combinação de fatores econômicos, culturais, demográficos e políticos convergiu para uma crise histórica nos países que são berços da produção vitivinícola mundial.
O mercado de vinhos no Velho Mundo, principalmente nos países europeus, já estava estabilizado. O vinho, por ser um hábito antigo e tradicional, sempre foi considerado um gênero alimentício, com raízes culturais e nutricionais milenares.
Do ponto de vista da legislação e da tributação, países como Espanha, França e Itália classificam o vinho como um alimento fundamental, nutritivo e funcional de consumo diário. Há séculos ele tem lugar garantido à mesa de todos, independentemente da classe econômica, sem questionamentos, sem dúvidas e sempre com prazer, fazendo parte das principais refeições.
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Porém, o mundo está mudando cada vez mais rápido, e os hábitos acompanham essa velocidade.
Enquanto o mundo perde consumidores de vinho, o Brasil faz o caminho contrário. Possui um enorme mercado consumidor em crescimento, diversidade de terroirs e uma cultura do vinho com muito espaço para avançar, o que atrai o olhar dos produtores internacionais.
Trata-se de um mercado ainda jovem e com grande potencial de crescimento. O consumo de vinho no Brasil ainda é baixo quando comparado ao de países tradicionais, como Itália, França e Portugal. E isso significa que existem milhões de consumidores que ainda estão descobrindo o universo do vinho.
Finalmente, o vinho deixou de ser uma bebida restrita a ocasiões especiais e passou a fazer parte do dia a dia de muitos brasileiros. Está presente nas mesas em um processo de democratização, descoberta e consumo mais informal e descomplicado, o que contribui para o aumento do mercado.
A diversidade de terroirs e a crescente qualidade comprovam que o Brasil produz vinhos de altíssima qualidade em estilos muito distintos. Isso despertou o interesse internacional.
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Com o enoturismo brasileiro em expansão, movimentando as vendas de vinhos, a gastronomia, o setor hoteleiro e as experiências ligadas ao vinho, o setor não apenas atrai clientes, mas também traz investidores. Por consequência, atrai importadores e produtores estrangeiros, que reconhecem um enorme potencial econômico.
Mais do que um grande produtor, o grande diferencial do Brasil é ser percebido como um dos últimos grandes mercados em formação, com muito espaço para crescer. Para muitos produtores do mundo, o Brasil representa aquilo que os mercados maduros e saturados já não oferecem: consumo per capita baixo em comparação aos países tradicionais, enorme espaço para crescimento e a possibilidade de conquistar novos consumidores e crescer junto com eles.
Forma-se uma geração inteira de apreciadores de vinho, apontando para um futuro de enorme potencial, que está apenas começando. Enquanto o Velho Mundo vive uma crise de maturidade, o Brasil vive uma fase de descoberta do vasto e fascinante universo do vinho.
Os grandes concursos internacionais estão desempenhando um papel muito importante na construção da imagem do vinho brasileiro no mundo. Mais do que medalhas, eles funcionam como um selo de credibilidade para um país que ainda é relativamente novo no cenário vitivinícola mundial.
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Por muito tempo, o Brasil foi visto como um país sem tradição em vinhos finos. Quando rótulos brasileiros conquistam premiações em concursos de prestígio, obrigam o mercado internacional a olhar para o país de forma mais séria.
Competições como o Decanter World Wine Awards, o Concours Mondial de Bruxelles e o Mundus Vini colocam os vinhos brasileiros diante de críticos, importadores, jornalistas e compradores de dezenas de países.
As medalhas internacionais abrem portas para exportações, novos mercados e parcerias comerciais. Muitos importadores passaram a conhecer o vinho brasileiro por meio desses concursos.
Certamente, esse reconhecimento cria um círculo virtuoso. Mais do que disputas por medalhas, esses concursos se transformaram em verdadeiros embaixadores do vinho brasileiro no mundo.
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Os vinhos brasileiros vivem um momento histórico, com muitos rótulos conquistando medalhas nos mais importantes concursos do planeta e consolidando o país entre os produtores emergentes mais respeitados do Novo Mundo.
Em 2025, os vinhos brasileiros conquistaram 564 premiações internacionais em concursos realizados em 12 países. Essas conquistas representam muito mais do que troféus. Além de confirmarem a qualidade dos vinhos brasileiros, garantem credibilidade junto ao mercado internacional, ampliam exportações, atraem investimentos e colocam o Brasil definitivamente no radar dos grandes apreciadores de vinho.
Esse reconhecimento global despertou nos produtores nacionais maior confiança em seus produtos e segurança para competir internacionalmente, investir em exportações e também apostar na importação de vinhos de outros países.
É o que já acontece com a Vinícola Basso – Produtora e Importadora de Farroupilha (RS) @vinicolabasso.
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Tão logo Vitório Basso aportou no Brasil, na região onde hoje está Flores da Cunha, trazendo consigo uma grande dose de esperança e algumas mudas de videiras, iniciou a produção de vinhos, prática cultivada com afinco por seus descendentes.
Mais tarde, por volta de 1940, Hermindo Basso fundou a primeira vinícola da família, denominada à época Cantina Rural, que hoje constitui a Basso Vinhos e Espumantes, sediada em Farroupilha (RS).
Com uma estrutura de mais de 10 mil metros quadrados de área construída, a vinícola une tradição, tecnologia e paixão em todas as etapas de produção.
Além dos vinhedos próprios, destinados à produção dos rótulos premium, conta com a parceria de mais de 200 famílias de viticultores, que cultivam cerca de 800 hectares de uvas, fortalecendo a viticultura regional e garantindo a excelência da matéria-prima.
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Valorizando a tradição aliada à inovação constante, busca expressar o melhor de cada terroir da Serra Gaúcha e da Campanha Gaúcha.
Além de produtora, a Vinícola Basso atua como importadora, ampliando seu portfólio por meio de uma criteriosa curadoria internacional. Reúne rótulos de países consagrados, como Chile, Portugal, Argentina, Itália e França, representados por marcas como Santa Alba, Toro de Piedra, Alma de Lisboa, Porta da Ravessa, Finca Rivadavia, Crear di Vero e Vignobles Vellas.
Essa combinação entre produção própria e curadoria internacional resulta em um portfólio diverso e completo, que une a autenticidade dos vinhos brasileiros aos grandes terroirs do mundo.
É justamente esse espírito de celebração e descoberta que inspira nosso próximo evento, no dia 23 de julho, quando teremos a deliciosa oportunidade de degustar e brindar o extraordinário momento vivido pela vitivinicultura nacional e conhecer os rótulos da Vinícola Basso – Produtora e Importadora, que traduzem qualidade e prazer.
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Será na 23ª edição do Happy Wine – Vinhos no Lounge, evento já consagrado como o melhor de enogastronomia de Fpolis e região.
Acontece no LK Design Hotel @lkdesinghotel, com a excelente gastronomia do Osli Restaurante @oslirestaurante e menu exclusivo criado pelo Chef Felipe Silva @silvafeelipe.
Porque o momento para acreditar no vinho brasileiro é agora. E o melhor jeito de celebrá-lo é juntos, de taça erguida, no próximo Happy Wine.
Saúde!
Néa Silveira
@neasommeliere

