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Como o Blockchain está ajudando na proteção ambiental

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Por NSC Lab
03/12/2021 - 15h15
Startups estão unindo expertise e tecnologia blockchain para contribuir com a sustentabilidade do planeta.
Startups estão unindo expertise e tecnologia blockchain para contribuir com a sustentabilidade do planeta. (Foto: Shutterstock)

Com a emergente necessidade ambiental, startups estão unindo expertise e tecnologia blockchain no desenvolvimento de soluções para empresas que procuram compensar os danos causados ao planeta. A Moss, por exemplo, vem atuando na redução de gases do efeito estufa com projetos comunitários no Amazonas e Mato Grosso. Por outro lado, a GreenPlat está utilizando o melhor da tecnologia para rastrear a cadeia produtiva, contribuindo para uma produção mais limpa.

Segundo a IBM, blockchain é um livro-razão compartilhado e imutável que facilita o processo de registro de transações e o rastreamento de ativos em uma rede empresarial. Assim, é possível acompanhar dados atualizados em tempo real, fazer transações e rastreamento de ativos, além de ser um armazenamento confiável e restrito apenas a membros da rede.

A Moss startup brasileira que compensa a emissão de gases do efeito estufa por meio do MCO2 - um ativo digital verde em blockchain - em projetos voltados para áreas de recuperação de pastagens degradadas, reflorestamento com espécies nativas e preservação da fauna, flora e recursos hídricos. A Moss é uma GreenTech (statups que conectam tecnologia e sustentabilidade), que une pessoas e empresas para combater as mudanças climáticas, garantindo rastreabilidade e transparência através da tecnologia blockchain.

A Hering neutralizou toda emissão de carbono das camisetas básicas World Tshirt com ajuda da GreenTech brasileira. Para isso, foram calculados todas as emissões de CO2 por toda produção, reflexo de uma visão corporativa em relação aos impactos ambientais e de recursos hídricos causados durante a confecção das roupas. A neutralidade ajudou na preservação de uma área florestal do tamanho de 10 mil Maracanãs.

O iFood contou com ajuda da Moss na criação de uma calculadora que antecipa o volume de CO2 a ser produzido durante as entregas. Considerada a primeira empresa de delivery a ter 100% das entregas neutras, os dados obtidos ajudam no número de área florestal a ser preservada para neutralizar as emissões. A parceria já rendeu a compensação de 115 mil toneladas de C02, além da proteção de 1.250.000 metros quadrados na Amazônia. Neste ano, a plataforma lançou o iFood Regenera, um programa para contribuir com programas de preservação ambiental.

A startup realiza projetos em diversas regiões do país. O projeto Santa Maria, localizado no município de Colniza, norte do Mato Grosso, começou em 2009 e pretende reduzir 29 milhões de toneladas de CO2 durante 30 anos, preservando a flora nativa e a biodiversidade. Outra iniciativa é a criação de escolas técnicas florestais para a educação de jovens locais com apoio da prefeitura da cidade.

No Amazonas, a Moss impulsiona desde 2013 a capacitação da comunidade local Lábrea por meio do cultivo do açaí e castanhas. O projeto Fazenda Fortaleza Ituxi tem duração de 30 anos. Outro exemplo é o Ituxi, projeto criado em 2013 que impulsiona a capacitação da comunidade local Lábrea, no Amazonas, por meio do cultivo do açaí e castanhas. Além do Brasil, a Moss também desenvolve iniciativas no Peru.

A Organização das Nações Unidas (ONU) vem propondo acordos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera desde 1997, após a revisão da Agenda21 - criada durante a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro em 1992. Segundo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, divulgado em agosto deste ano, a temperatura da terra pode alcançar 1,5 grau de aquecimento nos próximos 20 anos, num cenário otimista. Desde a segunda metade do século 19, a temperatura média do planeta subiu 1,1 grau.

Por outro lado, a GreenPlat utiliza arquitetura blockchain na rastreabilidade, monitoramento de processos e cadeias produtivas com base em indicadores ESG. Acelerando uma produção mais limpa, a startup é especialista em economia circular e Smart City, dispondo de controle de extração de matéria-prima e destinação de resíduos como diferenciais no software criado. Com mais de 4.000 empresas cadastradas na plataforma, também gera conteúdos voltados para a área jurídica, com informações sobre licenças, legislações, entre outros documentos.

Desde 2016, a Renault tem parceria com a GreenPlat. Para a fabricante de carros, a startup desenvolveu um sistema automatizado para gerenciamento de relatórios, centralizando dados sobre a produção de resíduos durante o processo produtivo. Contribuindo com a auditoria interna, a agregação dos dados potencializou melhores decisões da gestão, diminuindo investimentos desnecessários.

A farmacêutica Takeda é outro exemplo do uso de dados e controle operacional. A startup desenvolveu um sistema de controle único para empresa que reuniu em um portal toda documentação sobre a gestão de resíduos, promovendo uma maior flexibilidade e otimização de tempo na produção.

Ao potencializar estratégias que diminuam o impacto do homem na natureza, as startups unem o que há de melhor no ecossistema da inovação: transformação contínua e impactos a curto prazo. Que a tecnologia some ainda mais na preservação do planeta, colocando em prática as metas e planos das empresas engajadas com um impacto positivo.

ESG

“Environmental, social and governance”, ou em portugues: ambiental, social e governança, é um termo cunhado pela ONU desde 2004 com objetivo de medir as práticas de organizações e empresas. É um olhar sustentável para o negócio, auxiliando em análises e investimentos.

Conforme o GrowthReport ESG, da ACE Cortex, o Brasil possui 343 startups voltadas para práticas de ESG, que envolvem práticas ambientais, pautas sociais e governança. Do total, 180 trabalham com ações de meio ambiente.

MCO2

O MCO2 é um crédito de carbono criado pela Moss. Segundo o site, o primeiro ativo digital verde em blockchain representa “uma tonelada de CO2 que deixou de ser emitida na atmosfera”. Assim, empresas compram esses créditos para compensar a pegada de carbona em suas produções.

Igor Santos para o NSC Lab.

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