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JOGOS DIGITAIS

E-sports: um mercado com potencial para faturar US$ 200 bilhões até 2023

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Por NSC Lab
30/06/2021 - 13h06 - Atualizada em: 30/06/2021 - 16h11
Brasil ocupa o 3º lugar no ranking das maiores torcidas de e-sports, perdendo apenas para China e Estados Unidos.
Brasil ocupa o 3º lugar no ranking das maiores torcidas de e-sports, perdendo apenas para China e Estados Unidos. (Foto: Pixabay)

A pandemia de coronavírus aumentou o consumo de jogos digitais entre os brasileiros. Segundo a 8ª Pesquisa Game Brasil, cerca de 75,8% dos jogadores afirmam ter jogado mais durante o período de isolamento social. O indicador demonstra a presença do país em um mercado mundial que pode faturar até US$ 175,8 bilhões em 2021, de acordo com Newzoo.

Os jogos eletrônicos conquistam adeptos desde as Olimpíadas Intergalácticas de Spacewar, na Califórnia, em 1970. Entusiasmo continuado em 1980 com o campeonato Space Invaders Championship e Nintendo World Championships em 1990. Em 2010, os eventos foram difundidos pelo mundo e baterem a marca histórica de 160 realizações.

Os e-sports – ou esportes eletrônicos - reúnem jogadores ou equipes profissionais em partidas online. Esses campeonatos chegam a render um prêmio milionário ao vencedor, além de reconhecimento entre os membros e aparições na stream ou canais de TV.

As transmissões impactam milhares de telespectadores pela internet e TV por assinatura. O Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL), bateu recorde de audiência em 2019 ao somar 316 mil visualizações simultâneas nas plataformas Twitch e Youtube. Segundo estimativas, o Brasil ocupa o 3º lugar no ranking das maiores torcidas de e-sports, perdendo apenas para China e Estados Unidos.

Um estudo organizado pelo site Esports Earnings aponta que mais de US$ 450 milhões já foram distribuídos pelos 4 principais games. O Defense of the Ancients está em primeiro lugar ao repassar cerca de US$ 225 milhões em 1.400 torneios. Veja lista:

1º Lugar: Defense of the Ancients, US$ 225 milhões em 1.400 torneios.

2º Lugar: Counter-Strike: Global Offensive, US$ 99 milhões em cerca de 5.000 campeonatos.

3º Lugar: Fortnite, US$ 90 milhões em apenas 564 torneios.

4º Lugar: LOL, US$ 76 milhões em mais de 2.400 competições.

Por outro lado, os praticantes também passaram a investir mais em jogos. Transações financeiras em plataformas de jogos digitais cresceram 140% em 2020 se comparado ao ano de 2019. O dado é apresentado pela bandeira de cartões Visa. O investimento médio dos jogadores está em torno de R$ 51. Segundo projeções da Newzoo, o mercado internacional de games pode arrecadar até 2023 cerca de US$ 204,8 bilhões.

No Brasil, o estado de Santa Catarina tem a fatia de 5,6% das empresas desenvolvedoras localizadas em seu território, sendo 17 formalizadas e quatro não formalizadas. Assim também, cerca de 4,7% dos profissionais autônomos do setor residem em SC. Os dados são do segundo censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais (2018).

Um exemplo é a startup Duality que conecta jogadores de games e forma equipes para campeonatos. Na plataforma digital é possível criar um perfil exclusivo de e-sports, recrutar integrantes e encontrar profissionais para suporte técnico. Além disso, existe a opção para a criação de torneios de Counter-Strike: Global Offensive.

Com um atrativo milionário por trás de cada competição, equipes profissionais buscam qualificar jogadores para uma carreira de sucesso, os assessorando com suporte de analistas, managers e coachs. Os integrantes praticam os jogos cotidianamente e acompanham um calendário criado a partir do desempenho individual, procurando aumentar a performasse e diminuir os erros.

O aumento de empresas em SC pode estar relacionado com a profissionalização de estudantes da rede pública. O projeto Novos Talentos – SC Game, amplia o conhecimento por meio de cursos gratuitos de arte, programação, robótica, animação, entre outros, na faixa etária de 9 a 17 anos. Gerenciado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), a iniciativa já formou mais de 1.700 alunos.

Além disso, a Vertical Economia Criativa, programa da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), também promove um trabalho com 9 empresas do setor de tecnologia para ampliação do ambiente de negócios no Brasil e no Mundo e pretende unir desenvolveres e novas ideias na área de games, entretenimento, turismo e culinária.

Apesar da participação financeira expressiva do setor na economia brasileira, os esportes eletrônicos ainda não são regulamentados no Brasil. O projeto de lei 383/2017 aguarda aprovação no Senado.

Live no Instagram:

O perfil do Globo Esporte SC promove amanhã, 1 de julho, às 19h30, um bate-papo sobre stream e games. Duda Barros recebe os youtubers Otávio Sampaio e Natasha Panda para uma conversa alto astral sobre o universo dos jogos online.

Igor Santos para o NSC Lab.

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Laboratório de experimentação digital da NSC Comunicação. Tecnologia, dados, cultura digital e novos negócios inovadores. Contato: lab@somosnsc.com.br

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