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    UM ROSTO

    A paranaense que escolheu Blumenau para viver e luta contra a doença da filha

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    Por Pancho
    08/12/2019 - 15h26 - Atualizada em: 22/12/2019 - 12h42
    Evelize Mônica Cunha
    Evelize
    (Foto: )

    Evelize Mônica Cunha, 31 anos, nasceu em São Manoel do Paraná, pequena cidade de 2.100 habitantes que fica a pouco mais de 100 quilômetros de Maringá. É a filha mais velha de uma professora e um comerciante e irmã de uma advogada que mora em Maringá.

    Teve infância e adolescência tranquilas como a cidade em que morava. Longe de computadores e celulares ela brincava com os amigos na rua e andava de bicicleta. Quando moça gostava de literatura. Lia romances e adorava estudar Química, paixão que a levou para a profissão que tem hoje.

    Depois do ensino fundamental e do ensino médio, Evelize foi estudar Farmácia em Paranavaí. Foi lá que conheceu o marido, Juliano. É dessa época também o primeiro trabalho: um estágio em um posto de saúde.

    Mudança

    Uma vez formada, ela e o namorado decidiram deixar o interior do Paraná e tentar a vida em Santa Catarina. Perceberam que ao Sul eles teriam mais oportunidade de trabalho, e trabalho com salários melhores. Em Blumenau eles chegaram com um carro financiado e os diplomas nas mãos.

    Evelize conseguiu um emprego em uma farmácia da Vila Itoupava e o marido, em uma farmácia do Badenfurt, mesmo bairro onde alugaram um apartamento. Se mudaram duas vezes, sempre na mesma região, e recentemente compraram a casa que alugavam. Há alguns anos ela também conseguiu comprar a farmácia em que trabalha.

    A rotina de casal batalhador tinha ainda frequentes visitas a amigos no fim de semana e alguns shows de música sertaneja. Planejaram ter um filho, mas decidiram adiar um pouco quando, além de farmacêutica, Evelize se tornou empresária. Pouco mais tarde engravidou.

    Em maio de 2018, depois de uma gestação tranquila, nasceu Antonella. A mãe passou um mês em casa com a bebê e depois a levava diariamente para a farmácia. Lá ela dormia, era paparicada e só chorava quando tinha fome.

    Luta

    No final do ano a pediatra percebeu que a pequena não se desenvolvia como os demais bebês. Ela não conseguia permanecer sentada. Uma série de consultas a outros médicos e uma bateria de exames levaram ao diagnóstico. Antonella tem AME, atrofia muscular espinhal.

    O marido deixou o trabalho para se revezar com a esposa na farmácia do casal. Assim, um deles poderia estar sempre com a filha, que requer cuidados especiais. Em março ela foi internada na UTI, de onde só sairia em novembro.

    Em maio os pais souberam de um remédio que havia sido lançado nos Estados Unidos. Segundo Evelize, é o medicamento que deixaria a filha mais próxima da cura. Custa R$ 9 milhões e tem que ser aplicado na América do Norte. Imediatamente eles começaram uma campanha para dar à pequena Antonella essa oportunidade. A cidade se mobilizou e até esta semana R$ 5 milhões foram arrecadados.

    A mãe se enche de esperança. Quer atingir a meta em fevereiro. O medicamento só fará efeito se for aplicado antes da menina completar dois anos de idade. Para o futuro, Evelize quer ver a filha caminhando e correndo como as demais crianças. É nisso que o casal deposita todas as forças no momento.

    Saiba como ajudar Antonella

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