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UM ROSTO

O motorista de Blumenau que encontrou no Papai Noel o ofício da vida dele

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Pancho
Por Pancho
22/12/2019 - 18h40 - Atualizada em: 23/12/2019 - 09h30
Papai Noel de Blumenau
Jackson Luiz Reinhold
(Foto: )

Jackson Luiz Reinhold nasceu em Blumenau em novembro de 1971. O pai, de Indaial, trabalhava no sítio e a mãe, de Presidente Getúlio, na Cia Hering. Desde o nascimento mora na mesma casa do bairro Velha. Filho único, teve uma infância feliz. Andava de bicicleta e brincava de Hering -Rasti, o Lego da época. Foi educado de acordo com as tradições luteranas. Estudou na Escola de Educação Básica Adolpho Konder e mais tarde no Colégio Doutor Blumenau, onde se formou técnico em Contabilidade.

Aos 13 anos descobriu o mundo da música, quando começou a estudar trombone, o primeiro instrumento. Também gostava de esportes individuais e praticou xadrez e atletismo. Era velocista da equipe do grupo de jovens que frequentava.

O primeiro trabalho também surgiu aos 13 anos de idade numa empresa distribuidora de medicamentos. Mais tarde conseguiu um emprego na Relojoaria e Ótica Universal, onde ficou nove anos. Limpava jóias, trocava pilhas de relógios e atendia os clientes no balcão. Foi um importante período de desenvolvimento pessoal.

Pedido atendido

Depois de algumas experiências profissionais mais curtas, ele passou no concurso da prefeitura de Blumenau, onde até hoje, 26 anos depois, trabalha como motorista. Passou pelo Conselho Tutelar, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e hoje atende o Parque Vila Germânica.

Jackson se casou aos 24 anos com uma moça que casualmente conheceu em um baile. O casal tem uma filha de 19 anos. Ela é pedagoga e professora aposentada e há pelo menos cinco anos ela ajuda o marido no segundo ofício que ele adotou.

Conta ele que num dia de chuva ia buscar um pequeno cachorro para a filha bebê e bateu em outro carro no Morro da Companhia. Saldou o prejuízo, mas pediu a Deus que lhe desse um trabalho para ajudar a cobrir a despesa. Em seguida, em um shopping center, viu o anúncio de um concurso de Papai Noel. Sempre gostou de crianças e se inscreveu. Foi o escolhido para ser o Papai Noel da cidade e desde então se veste de vermelho no fim de todos esses anos para alegrar crianças e adultos.

Música e bicicleta

Jackson fez parte de alguns corais em Blumenau, como o Camerata Vocale e o do Circolo Italiano. Ainda é integrante do grupo de metais da Igreja Luterana do bairro Velha e quando está em casa adora sentar-se no cantinho dele, tomar uma água mineral com gás, observar o céu e tocar tenor horn, outro instrumento de sopro que domina.

A bicicleta é outra coisa que faz parte da vida do Papai Noel da cidade. Desde pequeno ele pedala e lembra de escolher na loja Hermes Macedo o presente que ganharia no Natal. Segundo ele, a seção das bicicletas ficava junto com a de pneus e o cheiro de borracha até hoje o faz lembrar dessa época.

O blumenauense tem poucos planos para o futuro. Quer ser feliz e continuar trabalhando como Papai Noel até a saúde permitir. Sente um prazer indescritível ao assumir o papel do bom velhinho e não consegue se ver longe da roupa vermelha tão cedo.

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