Precisamos de mais qualidade no transporte e nas audiências públicas

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Está mais do que na hora de mudar o formato das audiências públicas promovidas pela Câmara Municipal de Blumenau. A desta quinta-feira, que discutiu possíveis mudanças em linhas e horários do transporte coletivo da cidade, foi até mais produtiva que a média. Em geral, as audiências públicas no Legislativo se resumem a um falatório desenfreado sem perguntas e muito menos respostas e definições. Ontem até houve tempo para alguns questionamentos respondidos.

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Esse formato certamente é o responsável por atrair ao plenário mais gente ligada aos partidos de oposição do que a população propriamente dita. Discute-se qual prefeito fez mais quando deveria se discutir o futuro do sistema. Virou palanque político. Por mais que alguns questionamentos sejam pertinentes, eles perdem força quando acompanhados de uma bandeira partidária em um tema como esse.

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O desgastado modelo das audiências públicas também deve ser a razão do sumiço dos vereadores dessas discussões. Na noite desta quinta apenas sete dos 15 compareceram. Quórum médio das audiências que eu testemunhei. Isso que o tema abrange enorme parcela da população da cidade.

Nem mesmo a empresa responsável pelo serviço, Blumob, enviou representante. Pode ser interpretado como desrespeito aos interesses da população, mas também sinal de que já sabiam que de nada adiantaria, porque a discussão em si não trouxe frutos. Provavelmente preferiu resguardar a imagem que tem, seja ela qual for, do que se expor à pancadaria.

Quero muito que este sistema funcione, atendendo as demandas necessárias, cobrando uma tarifa justa, gerando lucro para a empresa prestadora do serviço e, mais do que qualquer coisa, melhorando a qualidade para atrair mais usuários. O transporte público está diretamente ligado ao futuro da cidade, mas a impressão que dá é que poucos se deram conta disso a ponto de tratá-lo com a necessária seriedade e preocupação.

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