nsc
    nsc

    Sustentabilidade

    Reciclagem e aproveitamento do lixo de 14 cidades começa a sair do papel em Timbó

    Compartilhe

    Por Pancho
    23/11/2019 - 09h00 - Atualizada em: 24/11/2019 - 12h08
    CVR I do Parque Girassol, em Timbó
    Equipamento de triagem do lixo reciclável começou a funcionar na quinta-feiraFoto: Pancho

    Transformação importante está em curso em Timbó e envolve 14 municípios da região do Médio Vale do Itajaí. A inauguração da primeira fase operacional do Parque Girassol marca o início de uma ação conjunta pela coleta e destinação correta do lixo que produzimos diariamente e que até agora tinha, em grande parte, como destino o aterro sanitário.

    Na quinta-feira foi inaugurada no bairro Araponguinhas a Central de Valorização de Resíduos I (CVR I), primeiro módulo de operação do parque. É nela que o lixo reciclável, que agora passa a ser coletado nos 14 municípios, será separado, prensado e vendido por uma associação de prestadores de serviço de reciclagem que vai comandar a triagem. São mais de mil toneladas por mês.

    Reciclagem de lixo
    Lixo reciclável de 14 municípios passa a ser feito no Parque Girassol
    (Foto: )

    Mais do que isso, no mesmo dia foi lançada a licitação para a compra de equipamentos que vão transformar o que sobrar do material reciclável em material termoplástico. Com ele é possível fabricar tijolos, placas, bancos e mesas. Esses produtos serão aproveitados nas praças e espaços públicos das 14 cidades que se uniram em consórcio.

    Para conscientizar a população, grandes sacolas amarelas estão sendo distribuídas em todos os municípios do Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi) que integram o Parque Girassol. É nela que o material reciclável deverá separado. A maioria dos municípios não contava até então com coleta seletiva e a ação vai ajudar também a conscientizar os moradores sobre a necessidade de separar o lixo em casa.

    Lixo orgânico vai gerar energia

    Parque Girassol não é somente o novo nome do Aterro Sanitário que já foi de Timbó e agora é do consórcio. É sim uma nova maneira de resolver o problema da destinação correta do lixo e não se restringe à separação e aproveitamento do que pode ser reciclado.

    Depois da CVR I o Cimvi vai investir na construção de outro galpão — que vai abrigar a CVR II — e na compra de equipamentos para erguer uma usina de biogás. Com isso será possível aproveitar o potencial que o lixo orgânico tem e que ainda é muito pouco explorado em todo o país.

    Aterro sanitário do Parque Girassol
    Maior parte do lixo que hoje vai para o aterro será destinado para a geração de energia e adubo
    (Foto: )

    Em vez de ir para o aterro, esse lixo será triturado, queimado e transformado em energia elétrica. A iniciativa, além de dar destino nobre ao que antes só servia para poluir, vai gerar descontos nas contas de luz das prefeituras.

    A queima do lixo orgânico ainda gera resíduo. E até mesmo ele pode ser aproveitado para, por exemplo, produzir adubo. O material será usado nos canteiros públicos e hortas comunitárias pelas prefeituras das 14 cidades que ajudam a bancar o projeto. Essa segunda parte do projeto deve começar a funcionar em 2020, segundo o diretor executivo do Cimvi, Fernando Tomaselli.

    Diminuição do impacto negativo

    Mesmo com todos esse processos de separação e aproveitamento do lixo, uma parte ainda será destinada ao aterro sanitário, que também integra o Parque Girassol. Mas é uma parte bem menor do que aquela que hoje ajuda a fazer com que os montes de lixo ganhem forma de morros com velocidade.

    Estima-se que o volume futuro corresponda a no máximo de 15% a 20% do que hoje vai para no aterro sanitário. Os morros de lixo se formarão mais lentamente, haverá menos chorume para tratar, os vizinhos deixarão de reclamar e o meio ambiente agradece.

    Educação Ambiental

    Apesar de não estar concluído, o Parque Girassol está aberto à visitação desde março deste ano. Nesse período mais de 3 mil pessoas já conheceram a estrutura, a maior parte delas estudantes dos 14 municípios que fazem parte do consórcio.

    Trilha ecológica
    O diretor Fernando Tomaselli mostra a trilha ecológica do Parque GirassolTrilha ecológica do Parque Girassol
    (Foto: )

    No parque elas visitam exposições com obras de arte feitas com material reciclável e assistem a um vídeo sobre a estrutura do parque e a necessidade de termos consciência sobre o impacto do lixo nas nossa vidas.

    Também percorrem uma trilha ecológica com cerca de 400 metros onde identificam a fauna e flora da nossa região e aprendem um pouco mais sobre o meio ambiente.

    Ecopontos em expansão

    Neste mês Ascurra inaugurou um Ecoponto onde as pessoas podem depositar o lixo reciclável que produzem em casa ou nas empresas, eletrodoméstico, móveis e óleo de cozinha usado. Fica na Rua de Lurdes, 111, no bairro Nossa Senhora de Lurdes.

    Ecoponto de Ascurra
    Econponto foi inaugurado em Ascurra neste mês
    (Foto: )

    Além de Ascurra, Timbó, Massaranduba, Rodeio e Botuverá também já construíram ecopontos em locais públicos. Outras cidades vão inaugurar as estruturas ao longo dos próximos meses.

    A iniciativa faz parte do projeto Vale Muito Cuidar. Foi criado pelo Cimvi e tem como objetivo educar as pessoas em relação ao meio ambiente e valorizar os resíduos sólidos.

    Municípios que criaram o Parque Girassol

    Dos municípios que fazem parte do Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi) somente Gaspar optou por ficar fora do parque e adotar sistema próprio. No total, mais de 277 mil pessoas serão beneficiadas com todo o sistema de coleta e destinação do lixo. Estão integrados no parque:

    Apiúna

    Ascurra

    Benedito Novo

    Botuverá

    Doutor Pedrinho

    Guabiruba

    Ilhota

    Indaial

    Luiz Alves

    Massaranduba

    Pomerode

    Rio dos Cedros

    Rodeio

    Timbó

    Deixe seu comentário:

    Últimas do colunista

    Loading...

    Mais colunistas

      Mais colunistas