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Transporte coletivo

Seterb avalia acabar com a obrigatoriedade de cobradores e instalar ar-condicionado

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Por Pancho
25/04/2019 - 07h38
Legislação garante atuação de dois funcionários em cada ônibus da cidade
Legislação garante atuação de dois funcionários em cada ônibus da cidade. Foto: Lucas Correia, BD, 10/04/2017

O Serviço Autônomo Municipal de Trânsito e Transportes de Blumenau (Seterb) pediu um estudo minucioso e polêmico. A autarquia quer saber com a maior precisão possível, qual o impacto no preço da passagem se os ônibus do transporte coletivo da cidade forem equipados com ar-condicionado. A ideia é, num futuro próximo, fazer com que a população escolha entre ter ônibus climatizados ou manter os cobradores.

Segundo o presidente do Seterb, Marcelo Schrubbe, já se sabe que o custo dos cobradores corresponde a 60 centavos do valor da passagem, fixado hoje em R$ 4,20. Um estudo prévio e básico apurou que se todos os ônibus da Blumob tivessem ar-condicionado o preço aumentaria para R$ 5,40, ou seja, R$ 1,20 de cada passagem seria destinado para a compra e manutenção dos equipamentos e pagamento de gastos extras de combustível e outros insumos gerados pelo ar-condicionado.

Schrubbe reconhece que essa troca seria inviável. Por isso mesmo, outro cálculo básico foi feito considerando que apenas os ônibus das linhas troncais sejam equipados com ar-condicionado. Nesse caso, o impacto caiu para um valor entre 55 e 60 centavos, praticamente o mesmo do custo gerado hoje pelos cobradores.

Se esse números forem confirmados pelo estudo agora solicitado, é bem possível que o poder público municipal faça, de alguma forma, uma consulta popular para saber qual o desejo da população: manter os cobradores e o calor ou abrir mão dos cobradores para ganhar algum conforto sem mudar o preço da passagem?

Lei garante cobrador

É bom lembrar que há na cidade uma lei que obriga a presença de dois funcionários da empresa concessionária em cada veículo. Schrubbe lembra que, se for a vontade da população, uma proposta de alteração seria encaminhada à Câmara Municipal. Além disso, o poder público conversaria com as entidades empresariais da cidade para pedir apoio na recolocação no mercado de trabalho dos cobradores dispensados.

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