Acesso a recursos ainda é desafio para as startups, mostra estudo

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Apesar de estar em franca ascensão em Santa Catarina, o mercado de startups ainda enfrenta obstáculos para crescer mais. Um levantamento inédito feito pelo sistema de inteligência setorial do Sebrae-SC junto a 329 empresas desse tipo – caracterizadas por lançarem uma ideia inovadora em condições de incerteza – no Estado confirma que uma das maiores barreiras do setor é o acesso a recursos financeiros para a promoção do negócio. Apenas 30,6% dos consultados pelo estudo já captaram investimentos externos.

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O dado pode parecer alto, mas é preciso considerar o contexto. A pesquisa ouviu startups mapeadas pela plataforma StartupSC e que também estão registradas na Associação Catarinense de Tecnologca (Acate). Ou seja, é uma amostra específica, formada por negócios que já estão relativamente maduros, com produto e clientes desenvolvidos. O número provavelmente seria ainda menor se considerasse todo o universo de startups catarinenses, diz Alexandre Souza, gestor do projeto StartupSC, do Sebrae-SC.

— O percentual mostra que muitas empresas não estão conseguindo crescer numa velocidade maior e melhor porque não têm recursos financeiros para isso. Elas acabam crescendo mais devagar porque dependem do próprio capital — analisa Souza.

Entre as empresas que receberam aportes, 11,6% disseram que os investidores-anjo foram a fonte de captação, seguidos por aceleradoras. No geral, os recursos variam entre R$ 50 mil a R$ 600 mil, mas podem chegar a milhões de reais quando há o envolvimento de fundos. O estudo destaca ainda que, para os próximos anos, o cenário de acesso a investidores-anjo tende a melhorar após a aprovação de uma lei que os protege de eventuais passivos criados pelas startups. Isso reduziria os riscos de investimento.

Por outro lado, Souza considera que dinheiro escasso não é o único desafio para o setor. Ele cita a necessidade de as startups desenvolverem bons projetos e a dificuldade muitas vezes de encontrar mão de obra qualificada. Por parte dos empreendedores, defende que eles pensem em mais soluções com aplicação global, o que ajudaria a ampliar o leque de oportunidades junto a investidores. No campo macroeconômico, mudanças na legislação e facilidade para abrir e fechar empresas igualmente seriam bem-vindas.