Empresa citada em ação de demolição de prédio luxuoso em Blumenau diz não ser dona da obra

Planolar alega que apenas administrou a construção do edifício

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Edifício no bairro Ponta Aguda tem 35 andares (Foto: Divulgação)

Citada como ré na ação que pede a demolição do Grand Trianom, luxuoso edifício residencial de 35 andares construído no bairro Ponta Aguda, em Blumenau, a construtora e incorporadora Planolar alega que não é a dona da obra. Segundo o diretor Airton Picolli, a empresa apenas administrou a construção após ser contratada pelo condomínio constituído pelos moradores.

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— A Planolar foi apenas a administradora da obra. Os executores foram as empresas contratadas pelo condomínio dos aderentes — sustenta Picolli, que acrescenta que, nesta condição, a Planolar somente cumpriu com obrigações administrativas.

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A defesa da companhia já havia ressaltado que o prédio foi erguido por meio do sistema de administração, quando os próprios futuros moradores assumem a responsabilidade pelo empreendimento.

Picolli rebate interpretações que surgiram nas redes sociais desde que o caso veio à tona de que a Planolar teria empreendido de “má-fé” e lesado condôminos. O executivo diz que, mesmo não sendo a proprietária do edifício, a empresa aguarda o desenrolar da discussão.

— (A Planolar) entende que o condomínio Grand Trianon executou de boa-fé a obra em seu próprio terreno, com todas as licenças dos órgãos ambientais e municipais – argumenta.

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Para o empresário, a demolição “beira o desatino”, já que a área é ocupada desde 1949, anos antes da instituição do Código Florestal, e a construção foi aprovada pela prefeitura.

A decisão que determina a demolição foi proferida pela 1ª Vara Federal de Blumenau, que entendeu que o edifício estaria irregular por ter sido erguido em área de preservação permanente. Mas ainda é passível de recurso em tribunais superiores. A Planolar, o condomínio e a prefeitura, todos citados na ação, já informaram que irão recorrer da sentença.

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