Uma das mais tradicionais e bem-sucedidas fabricantes de móveis de madeira de Santa Catarina vai leiloar bens para pagar dívidas. A Três Irmãos, que está entre as líderes brasileiras em exportações do setor moveleiro, está se desfazendo de máquinas, equipamentos industriais e imóveis rurais localizados na região Oeste do Estado.

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A primeira praça do leilão está marcada para a próxima quarta-feira (29). Os três imóveis do pacote – dois em Macieira e um em Água Doce – estão avaliados, somados, em R$ 2,76 milhões. O conjunto de máquinas e equipamentos, quase todos localizados em Caçador, está avaliado em cerca de R$ 4 milhões. O leiloeiro Jorge Nogari está conduzindo o processo.

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A alienação dos bens está prevista no plano de recuperação judicial da companhia, que atualmente mantém em Campo Alegre, no Planalto Norte catarinense, a sua principal unidade produtiva. O leilão é uma forma de maximizar ativos e melhorar a liquidez, dentro de um processo de reestruturação.

A Três Irmãos iniciou atividades em 1971, inicialmente como uma pequena marcenaria familiar. Logo passou a produzir móveis residenciais e corporativos para o mercado nacional, mas se destacou principalmente ao exportar produtos prontos. Um dos clientes mais icônicos da fabricante catarinense é a multinacional sueca Ikea, uma das líderes mundiais no setor, com lojas em dezenas de países.

Em julho de 2024, a Três Irmãos entrou com um pedido de recuperação extrajudicial – mais tarde convertido em recuperação judicial – para renegociar dívidas, na época, na casa dos R$ 36 milhões. Na época em que acionou a Justiça, a companhia informou que produzia 22 mil móveis por mês e empregava pouco mais de 500 pessoas.

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No documento, a companhia relatou dificuldades financeiras provocadas pela desaceleração da economia e pela pandemia de Covid-19. Um ano antes, a empresa chegou a fechar uma unidade em São Bento do Sul. Depois, reduziu as operações na planta de Caçador, concentrando a maior parte da operação em Campo Alegre.