Na semana em que completa 24 anos de fundação, o Metropolitano vive a expectativa de ganhar um presente que deve determinar o futuro da equipe de Blumenau. Um laudo apresentado à Justiça pelo escritório Medeiros Administração Judicial, nomeado para fazer uma constatação prévia sobre o pedido de recuperação judicial apresentado pelo clube em dezembro, recomendou que a proteção contra credores seja aprovada.

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A decisão, agora, está nas mãos do juiz Uziel Nunes de Oliveira, da Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Jaraguá do Sul. Com a manifestação técnica favorável ao deferimento da recuperação judicial, o clima nos bastidores é de otimismo. Uma fonte ligada ao caso afirmou à coluna que o laudo saiu “exatamente na linha que queríamos”.

Isso quer dizer, na prática, que o Metropolitano fez a lição de casa, juntando a documentação necessária para que o processo avance na Justiça. O laudo aponta que o clube atendeu os requisitos para ter acesso aos benefícios da recuperação judicial, que contemplam a suspensão de ações de execução e a preservação de bens e ativos necessários à atividade – um suspiro financeiro em meio às dificuldades.

Esses requisitos atendidos incluem a comprovação de atividade regular, a apresentação de demonstrações contábeis, exposição da situação patrimonial e um resumo dos motivos que levaram à crise financeira – relembre-as aqui.

O Metropolitano recorreu à Justiça para renegociar dívidas de R$ 8,5 milhões. Nesta conta, R$ 3,8 milhões são de débitos trabalhistas e R$ 2,1 milhões correspondem a passivo tributário. O laudo, obtido em primeira mão pela coluna, revela que, desde 2022, o faturamento do clube não tem sido suficiente para fazer frente aos custos e despesas.

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“A situação financeira do clube, portanto, importa no exato reflexo da crise econômica e demais particularidades que sofreu nos últimos anos, sendo notório que não está gerando caixa suficiente para atender integralmente ao seu endividamento”, cita o documento.

O laudo também diz que, atualmente, o Metropolitano não tem contratos vigentes de patrocínio com contraprestação financeira direta e que o clube conta apenas com apoiadores institucionais, que realizam permutas de produtos ou serviços, sem ingresso financeiro e sem formalização contratual, expondo, em contrapartida, as marcas nos uniformes e materiais institucionais.

Em nota, o Metropolitano afirmou que a opinião do laudo favorável ao deferimento da recuperação judicial “significa que, na análise técnica realizada na fase de constatação prévia, foram considerados atendidos os requisitos necessários para o prosseguimento do pedido”.

 “O Metropolitano entende esse novo passo como uma excelente notícia, justamente na semana de aniversário do clube”, diz o documento.

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