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A alegria de derrotar um chefe difícil

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Por Pensando Sobre Games
21/04/2022 - 07h00
Chefe de Metroid Dread em frente à heroína Samus Aran
Samus enfrenta mais um chefe babão (Foto: Reprodução/Metroid Dread)

Nos últimos meses, tenho me dedicado apenas a uma série dos videogames: Metroid. Em preparação para o Dread, lançado para o Nintendo Switch em outubro do ano passado, resolvi retomar as aventuras da heroína Samus Aran. Tinha lido que o novo game seria uma sequência da história de Fusion, do Gameboy Advance, que não tinha jogado.

Comecei por ele, terminei e ainda tinha que esperar pelo Dread. Então peguei o Samus Returns, remake do segundo jogo da série. Joguei o Dread e, não querendo deixar esse universo, o Metroid original de 1986. Não tinha mais por onde correr daí, já tinha jogado todos. Porém, dos games principais, faltava a série Prime, que é em primeira pessoa. Eu fechei o primeiro, mas não o segundo e o terceiro.

Pluguei o Wii de novo na TV e vi que já tinha jogado boa parte de Metroid Prime 2: Echoes, que saiu originalmente no Wii. A versão que eu tenho é a que veio no Metroid Prime Trilogy, jogo de Wii que tem os três primeiros títulos da série Prime, agora com os controles do Wii Remote, que permitem mirar apontando para a tela. Fui ver meu save. Metroid Prime completo. Metroid Prime 2 com 14 horas. O que aconteceu?

O chefe Spider Guardian aconteceu. Se você já leu sobre ou jogou boa parte de Metroid Prime 2 tenho certeza que o reconhece. O inimigo, uma espécie de tatu-bola, tira bastante a energia da Samus se ela toca nele. Para derrotá-lo, a heroína precisa ela mesma virar uma bola e atravessar um labirinto, que na verdade é um quebra-cabeça. Porém, se você perder, o último save é bem longe e você precisará fazer todo o caminho de novo, assistir a uma cinemática e daí ter uma nova chance contra o chefe.

Eu me lembro do Spider Guardian, apesar de não ter lembrado de boa parte do jogo antes dele. Eu recordo ter morrido em poucos minutos. Demorei mais tempo refazendo o caminho até ele do que tentando derrotá-lo. Eu também me lembro de ter achado algo mais interessante, e fácil, de jogar e daí deixei Metroid Prime 2 de lado. Faz mais de 10 anos isso.

Então, mais de uma década depois, o que eu poderia fazer de diferente para conseguir ver o final do jogo? Decidi recomeçar do zero. Os controles em Metroid, com exceção do primeiro game, são sempre complexos. Melhor reaprendê-los. E tive que comprar a trilogia no Wii U, já que meu disco de Wii resolveu que não ia mais funcionar.

Cheguei novamente ao Spider Guardian. Confesso que me deu calafrios de pensar em reencontrá-lo. Sabia que ele me aguardava na fase com estilo futurista. Lembrava que seria depois de uma cinemática com um luminoth, a espécie alienígena que a Samus ajuda no jogo. E lá estava ele, virando bolinha, em uma tela antes da batalha, que serve apenas para você escanear o monstro, como o jogo te incentiva a fazer para conseguir 100% na sua aventura.

Escanear é bom porque te dá informações sobre o inimigo e pistas sobre como derrotá-lo. Porém, fiquei meio transtornada ao ver o tatu-bola e apenas segui para a próxima tela. E já era hora da batalha.

Capa de Metroid Prime 2: Echoes
Capa de Metroid Prime 2: Echoes
(Foto: )

Sabe o que aconteceu? Derrotei o chefe na primeira tentativa. Claro, devido ao fato de eu ter desistido do jogo por causa do Spider Guardian, lembrava um pouco o que eu precisava fazer. E estava determinada a vencer. Estava também preparada psicologicamente para perder dele e ter que fazer o longo caminho até uma nova tentativa. Porém, isso não foi necessário.

Fiquei tão feliz! Depois de mais de 10 anos, consegui derrotar o inimigo que me fez desistir do jogo. E nem é difícil o Spider Guardian. É um quebra-cabeça. Tente não encostar nele e seja rápido. O penúltimo chefe deste jogo achei bem mais difícil e morri nele. Pelo menos, não há um longo caminho para voltar e ter uma nova chance.

Cheguei ao final do jogo e fiquei muito satisfeita de ter conquistado um desafio que, na época, parecia um esforço hercúleo. É muito legal ver nossa evolução como jogador e o controle do nosso emocional, que acaba contando muito se você, como eu, gosta de se perder na fantasia do game. Quanto a Metroid, resolvi dar um tempo. Sou ruim em primeira pessoa e quero me dar uma folga dessa perspectiva. Mas, quem sabe antes de sair Metroid Prime 4, eu volte para conquistar o 3.

Leia mais:

> Pensando Sobre Games: Metroid

> Metroid Dread – dificuldade na medida certa

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Joana Caldas - Pensando Sobre Games

Colunista

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Um espaço dedicado aos videogames. A jornalista Joana Caldas aborda novidades e jogos saudosos, além de debater tendências e refletir sobre o que torna este hobby tão divertido e apaixonante.

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