Segundo a NOAA (National Oceanic and Atmospheric Adminstration) junho deste ano foi o terceiro junho mais quente das observações que começaram a 141 anos atrás. Isso falando sobre a temperatura global. O Junho mais quente foi o do ano passado, ficando Junho de 2016 como o segundo mais quente da história. 

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Perceberam, né? 

Os três períodos mais quentes da história (tratando-se do mês de junho_ ocorreram nos últimos cinco anos. Para mostrar como esse aquecimento não é algo exporádico. como alguns céticos acreditam, Junho passado foi o 426º mês consecutivo -mais de 35 anos – onde a temperatura média do planeta ficou acima do normal.

A figura abaixo mostra o quanto a temperatura do planeta ficou no mês de Junho, mais quente ou mais fria, desde 1880 até hoje. Vejam que até 1940 tinhamos só junhos frios, mas depois começou a oscilar até que entre final da década de 70 para 80 o aquecimento começou e não parou mais. 

Junho de 1880 a 2020
Junho de 1880 a 2020 (Foto: NOAA)

MUITAS REGIÕES MAIS QUENTES

Na figura abaixo podemos notar que praticamente o planeta inteiro teve temperatura acima do padrão no mês passado. Poucas áreas foram mais frias, zona azul. O destaque fica para a Sibéria onde tivemos dias com inacreditáveis 45°C dentro do Círuclo Polar Ártico. Cidades como Verjoyansk e Oymyakon podem ter temperaturas de até -67°C. É normal que no verão a Sibéria tenha uma elevação de até 30°C em relação ao inverno. Porém, isso normalmente ocorre no auge do verão, que é em Julho. 

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Anomalia de temperatura em Junho de 2020
Anomalia de temperatura em Junho de 2020 (Foto: NOAA)

PRIMEIRO SEMESTRE DE 2020

Quando falamos de semestre, o dado de 2020 também chama muita atenção. Entre janeiro e junho deste ano tivemos a temperatura do planeta 1°C do padrão do século 20. Este ano ficou pouca coisa menos quente que o primeiro semestre de 2016, que tem até agora o período mais quente da história. A região que mais contribuiu para esse forte aquecimento no primeiro semestre desse ano foi tanto o Leste Europeu quanto o Norte da Ásia. 

CONSEQUÊNCIAS DO AQUECIMENTO

Neste periodo do ano temos naturalmente o degelo no Ártico. Porém, neste ano de 2020 a situação está bem mais acentuada. Pesquisadores americanos – Departamento de Ciência Atmosférica da Universidade Estadual do Colorado – informam que hoje temos a menor cobertura de gelo marítimo já registrada nesta época do ano em parte da região. Eles ressaltam também que o degelo está mais rápido do que o normal e que a camada de gelo é menor, ou seja, mais fácil de derreter. Quando a temperatura do planeta sobe temos mais energia disponível na atmosfera, quer dizer, os extremos do tempo vão se intensificar e aumentar de frequência. Aí é que entra as chamadas mudanças climáticas. Portanto, seguindo nesse rítimo, podemos esperar em todas as regiões, obviamente também em Santa Catarina, cada vez mais eventos extremos. Quando for frio, cada vez mais forte apesar de mais curto. Quando tiveremos ondas de calor, cada vez mais intensas. Secas fortes, enchentes maiores. Temporais mais violentos. A conta do mau uso do nosso planeta já chegou. Estamos e vamos continuar pagando. 

Destaques do NSC Total