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    A fragmentação do poder em Santa Catarina

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    Por Renato Igor
    06/12/2020 - 06h00
    Trabalho da Esag aponta divisão de forças políticas em SC
    Trabalho da Esag aponta divisão de forças políticas em SC (Foto: Diorgenes Pandini / NSC)

    O aumento significativo na fragmentação do poder partidário em nível municipal em Santa Catarina (SC) é uma das principais conclusões da Análise dos Resultados das Eleições Municipais em SC de 2010 a 2020. O  estudo foi feito pelo grupo de pesquisas Callipolis – Políticas Públicas e Desenvolvimento, do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que vem monitorando as correlações de forças dos partidos políticos no Estado.

    A vedação de coligações nas eleições proporcionais para vereador em  2020 está entre as causas. O fato acarretou  no aumento na quantidade de candidatos inscritos em todo o Brasil, saltando de 463.405 em 2016 para 518.319, um incremento próximo a 12%. Em Santa Catarina, o aumento foi ainda maior  (32,8%) no total de candidaturas a cargos legislativos que passou de 16.125 para 21.425. O trabalho coordenado pelo professor Leonardo Secchi aponta a pulverização do poder.

    Força Partidária Municipal

    O Grupo Callipolis criou o Índice de Força Partidária Municipal (IFPM), um indicador sintético da força dos partidos políticos em Santa Catarina que considera os tamanhos da população e do Produto Interno Bruto (PIB) de cada município.

    Até 2016, existiam apenas sete partidos com IFPM superior a 0,1 (1% da força política municipal), e agora são 14. Entre 2000 e 2016, o somatório das forças políticas dos quatro grandes partidos políticos, MDB, PSD (DEM até 2008), PSDB e PP sempre foi superior a 77%, e em 2020 foi reduzido para 59,12%.

    Esquerda

    Os partidos de esquerda e de centro-esquerda sofreram um significativo revés, diz o estudo,  nas eleições municipais de 2020 em Santa Catarina. Somados os IFPM de PT, PDT, PSB, PSOL e PCdoB chega-se a um percentual de 4,9% das forças políticas nos municípios catarinenses. Os demais partidos de esquerda ou centro-esquerda não elegeram prefeitos, vice-prefeitos ou vereadores e, por consequência, não contabilizaram IFPM. O MDB manteve liderança em IFPM em todo o período pesquisado, confirmando sua superioridade relativa em 2020 com 22,1% do poder político municipal em Santa Catarina. No entanto, teve a sua  influência relativa diminuída, com o avanço de partidos como DEM, Podemos, Novo, PL, PSL e Republicanos. Para além dos percentuais, estes partidos passam a administrar as três maiores cidades do estado: Joinville (NOVO), Florianópolis (DEM) e Blumenau (Podemos), o que pode ser um indicativo de novas coalizões e novo padrão de disputa partidária nas eleições de 2022 em Santa Catarina.

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