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    A sociedade paga alto custo pela incapacidade de conciliar

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    Por Renato Igor
    20/01/2020 - 21h42 - Atualizada em: 20/01/2020 - 21h45
    BR-101 em Tubarão (Foto: Guilherme Hahn/Especial)
    BR-101 em Tubarão (Foto: Guilherme Hahn/Especial)

    A sociedade brasileira vive hoje uma dificuldade extrema de conseguir fechar acordos em pontos divergentes. Nossa incapacidade de construir uma agenda mínima para avançar em questões polêmicas nos torna estáticos num processo evolutivo, que seria o fluxo natural das coisas. Os municípios do sul não concordam com o edital de concessão da BR-101 sul e querem a suspensão do mesmo. É inacreditável que, agora, com a concorrência já lançada, surja esse debate. Mesmo com a ressalva de que no ano passado, na Alesc, uma audiência pública já protestava contra o edital, convenhamos que é tarde demais. Mas onde estavam os nossos representantes do sul e nossa bancada federal que não se manifestaram ou não tiveram poder de persuasão na época dos estudos, projetos e elaboração do edital? O custo pago pela sociedade será alto demais no caso de suspensão do edital. Perde-se segurança jurídica, passa-se imagem ruim aos investidores interessados e vai demorar mais ainda para que saia o mal necessário pedageamento.

    Além disso, a estrada vai se deteriorando porque a união não tem os recursos necessários para fazer manutenção e, tampouco, previsão para fazer as obras como terceiras-faixas e vias marginais que serão de responsabilidade da concessionária.

    Esse ano é de eleições municipais. Mutos prefeitos do sul tentarão a reeleição. Talvez aí esteja a explicação.

    Acompanhe a entrevista com o prefeito de Tubarão e presidente da Federação Catarinense de Município (Fecam) Joares Ponticelli:

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