Uma mensagem subliminar dita nesta segunda-feira (4) por Carlos Moisés, na entrevista por videoconferência de apresentação dos novos números da Covid-19 em Santa Catarina e da confirmação do adjunto André Motta, como titular da Secretaria da Saúde, explica o dilema atual do governador. Ao se referir ao secretário efetivado no cargo afirmou que o mesmo " não foi indicado por nenhum deputado".
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O que pode ser uma virtude do governador – não aplicar o toma lá, dá cá em troca de apoio dos parlamentares- é também um dos fatores que o colocam no estágio atual. Sem base no Palácio Barriga Verde, convive com o cenário de pedido de impeachment e CPI aprovada por unanimidade para investigar a compra dos respiradores.
Quais o caminhos que o Centro Administrativo deve seguir? Procurar compor com deputados, ceder cargos e ganhar blindagem no parlamento foi a prática adotada nos últimos anos em Santa Catarina, o que deu tranquilidade ao governador da ocasião. " Pedaladas", delações, polêmicas em fundos sociais deram barulho mas resultaram em nada no parlamento. Eram governos blindados no Palácio Barriga Verde.
O presidente Jair Bolsonaro mantém o discurso da nova política ao mesmo tempo em que negocia cargos com os partidos do Centrão para ter uma base no Congresso, aprovar projetos de seu interesse e evitar o impeachment.
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Aceitar indicação política com critério técnico é uma opção.
Carlos Moisés está disposto a jogar o jogo?
