A cidade de Florianópolis registrou alta de 13% na taxa média de condomínio nos primeiros quatro meses de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias. Com isso, o valor médio mensal da cobrança na capital catarinense chegou a R$ 850.
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O levantamento foi realizado com base em anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais na cidade. Os dados analisam o valor médio do condomínio entre janeiro e abril de 2026 e sua variação em relação ao mesmo período do ano anterior.
Veja fotos da praia do Santinho:
Altas mais fortes aparecem em bairros do norte e leste da ilha
Os maiores crescimentos percentuais se concentram em bairros que vinham de condomínios mais baixos, especialmente no norte e no interior da ilha. Santinho, onde os imóveis anunciados têm, em média, 129 m², registrou a maior alta (+94%), saindo de R$ 350 para R$ 680 em um ano, seguido por Cachoeira do Bom Jesus (+71%) e Santo Antônio de Lisboa (+69%).
Rio Tavares Central (+66%) e Cacupé (+42%) também se destacaram: registraram altas expressivas e, ao mesmo tempo, figuram entre os bairros com condomínio mais elevado da Capital. Jurerê Internacional (+23%) e Jurerê Tradicional (+22%) também subiram acima da média.
“Esses aumentos costumam refletir mudanças na oferta de imóveis. A entrada de novos empreendimentos, especialmente condomínios-clube, pode elevar rapidamente a média”, explica Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
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Estabilidade ou queda
Na outra ponta da tabela, Porto da Lagoa (-22%) e Alto Riberão (-11%) registraram as maiores quedas. Santa Mônica (-11%), apesar de abrigar imóveis com tíquete médio de R$ 2,4 milhões, também viu o preço médio da cobrança diminuir. Lagoa da Conceição (0%) e João Paulo (0%) ficaram estáveis, este último com condomínio médio de R$ 1.005 e um dos maiores tíquetes da cidade (R$ 2,4 milhões).
Cacupé lidera os maiores condomínios
A liderança dos maiores condomínios em Florianópolis fica com bairros de orla e alto padrão. Cacupé registra a maior taxa média (R$ 1.283), seguido de Agronômica (R$ 1.270) e Praia Brava (R$ 1.200). “Cacupé e Jurerê Internacional concentram imóveis com tíquetes elevados, e o condomínio acompanha o padrão dos empreendimentos exigidos pelos moradores”, aponta o especialista em Dados.
Centro (R$ 1.100) é um caso atípico: figura entre os mais caros em termos de condomínio, mas abriga imóveis com tíquete médio de R$ 1,8 milhão, bem abaixo dos bairros de orla. A região é a que tem maior volume de anúncios da cidade (3.736).








