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    Carlos Moisés diz estar “estarrecido” com discurso de Bolsonaro contra quarentena do coronavírus 

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    Por Renato Igor
    25/03/2020 - 10h00 - Atualizada em: 26/03/2020 - 08h13
    (Foto: Marco Favero / Banco de Dados)
    (Foto: Marco Favero / Banco de Dados)

    Em vídeo divulgado na manhã desta quarta-feira (25) pela assessoria de imprensa, o governador de Santa Catarina Carlos Moisés disse estar “estarrecido” com o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro realizado na noite de terça-feira (24) em cadeia de rádio e TV. Moisés afirmou, ainda, que vai estender por mais sete dias, a partir desta quarta (25), a quarentena de isolamento social em Santa Catarina.

    O catarinense lembrou que nenhum país do mundo conseguiu dar respostas suficientes para absorver o grande número de pacientes nas unidades hospitalares.

    Assista ao vídeo:

    Rio Grande do Sul e Paraná

    Os governadores da região sul receberam com perplexidade e surpresa o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro. A constatação é fruto do posicionamento dos governantes do sul pelas redes sociais e, também, através de contatos com fontes ligadas a estes governos ouvidas pela coluna. Oficialmente, o discurso dos governadores após o pronunciamento do presidente foi o de manter o isolamento social e as recomendações das autoridades sanitárias. Moisés, entre os três da região sul, foi o que teve a fala mais contundente, conforme o próprio vídeo mostra. Nos bastidores, o clima é de revolta pois, horas antes, em videoconferência com os mesmos, na terça-feira, Jair Bolsonaro havia falado em “cooperação” e anunciou medidas econômicas para ajudar o caixa dos estados.

    ''O que surpreendeu foi o fato de que em nenhum momento ele disse para os governadores o que falou no pronunciamento'', afirmou uma fonte que acompanhou a videoconferência.

    Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, após o discurso de Jair Bolsonaro, publicou em sua rede social:

    "É urgente encontrar alternativa ao confinamento. Mas não se faz isso c/ ataques à ciência e cautela médica mundialmente estabelecidas. Não deixamos de olhar economia/empregos. Mas não assistiremos inertes a uma doença se alastrar. Protege-se: 1) a vida; 2)os empregos. Nesta ordem."

    O governador do Paraná, Carlos Massa Junior, informou, via assessoria de imprensa, que “o governo do Paraná seguirá como planejamento de isolamento social”.

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