O Centro Leste de Florianópolis está consolidado, de forma orgânica, como um espaço de lazer, cultura e gastronomia. E, após muita polêmica envolvendo prefeitura, polícia e moradores, passa a dar um exemplo de maturidade ao buscar a boa convivência por meio do diálogo.
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Isso não significa que a harmonia seja perfeita. No entanto, há um esforço constante pela construção de convergências por meio da conversa permanente. A cada 15 dias, por exemplo, representantes do Núcleo do Centro Histórico (CDL), da Associação de Bares e Entretenimento do Centro Leste (Bencel) e da Associação de Moradores se reúnem para discutir a relação entre as partes.
Fácil não é — o morador tem direito ao descanso, a lei do silêncio precisa ser respeitada, o empreendedor quer vender seus serviços e os frequentadores querem se divertir. Ainda assim, a busca por entendimento precisa ser enaltecida.
Houve avanço em dois pontos importantes:
- Nas quintas-feiras, os estabelecimentos passaram a ter funcionamento permitido até as 2h da madrugada, no mesmo patamar de sexta-feira e sábado.
- Desde dezembro, teve início um experimento para liberação de mesas e cadeiras nas calçadas: às sextas-feiras, entre 19h e 0h; e aos sábados, entre 16h e 0h.
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No fim de fevereiro, será feita uma nova avaliação para medir os impactos dessas ações na rotina do bairro.
A coluna recebeu uma mensagem da moradora do Centro Leste, Vânia Reina:
“Você não mora no ‘Centro Leste’, por isso não sabe o que é morar neste local, pois a falta de respeito para com os moradores ultrapassa todos os limites. É impossível dormir, assistir televisão ou ler um livro — coisas básicas que pessoas normais fazem.”
Respeito, de verdade, o desconforto vivido pela dona Vânia. Minha sugestão é que ela participe da próxima reunião e apresente seu ponto de vista, que é importante e necessário.
Esse é o caminho. Não é fácil, mas é o único possível: o diálogo permanente para permitir a revitalização daquele espaço, com atividade econômica, lazer e respeito aos moradores.
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