A prefeitura de Florianópolis mais que dobrou a arrecadação de ISS (Imposto Sobre Serviços) em quatro anos. O volume passou de R$ 401,9 milhões em 2021 para R$ 856,2 milhões em 2025, um aumento de aproximadamente 113% no período.
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O executivo municipal aponta a estratégia focada em fortalecer a economia da cidade a partir de de setores dinâmicos, como serviços, tecnologia, turismo e eventos. A tecnologia, por exemplo, já é responsável por mais de 25% do PIB da capital.
Entre as principais frentes adotadas pela gestão municipal está o incentivo ativo à realização de grandes eventos, que movimentam a economia local, geram empregos e ampliam a circulação de renda na cidade. Entre eles, estão grandes eventos de corrida e maratonas, como Ironman Brasil, que sozinho movimenta mais de R$ 80 milhões na economia de Florianópolis a cada edição, com impacto direto em hotéis, restaurantes, transporte e comércio.
Outro destaque é a Maratona Cultural, que consolidou a cidade como polo de grandes eventos culturais, atraindo milhares de pessoas e fortalecendo a cadeia produtiva da cultura e do turismo.
Importante destacar que o aumento da arrecadação ocorreu sem aumento de tributos. Em 2020 Florianópolis, por ocasião da pandemia, inclusive baixou o ISS de eventos de hospedagem para a menor alíquota possível (2%) e manteve-a mesmo após a recuperação econômica.
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A simplificação, redução de burocracia, uso da tecnologia na fiscalização e o crescimento populacional também explicam o aumento de arrecadação de ISS.
O governo Topazio divulga este resultado positivo na receita com o ISS no momento em que a oposição critica a contratação da cantora Joss Stone — com cachê de R$ 2,7 milhões — para o show de comemoração dos 100 anos da ponte Hercílio luz.
Se o movimento econômico gerado pelo show for superior ao investimento no cachê da cantora, terá valido a pena. O histórico dos eventos mostra que sim, o resultado para a cidade em atividade econômica têm sido positivo com os eventos culturais e esportivos.
O Centro de Inteligência Turística (CIT Floripa), criado pelo IFSC Continente, em Florianópolis, poderia trazer um estudo preciso sobre o impacto dos eventos na economia municipal.
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