Quem pretende financiar um imóvel em Florianópolis ainda em 2026 precisa comprovar renda mensal que pode variar de cerca de R$ 27,7 mil a mais de R$ 210 mil, dependendo do bairro e do valor do imóvel. Levantamento realizado pela Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, mostra as condições atuais de financiamento com base nos preços pedidos em anúncios ativos nos principais portais imobiliários entre janeiro e junho de 2026 e nas condições praticadas pelos bancos privados.
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Entre os bairros com mais anúncios ativos na capital catarinense, a renda mínima exigida varia bastante. Em Jurerê Internacional e Jurerê, por exemplo, o comprador precisa comprovar renda de R$ 213.584 e R$ 115.996 mensais, respectivamente, para financiar um imóvel residencial. Já em bairros como Capoeiras, São João do Rio Vermelho e Ingleses, a renda mínima estimada pode ficar entre R$ 27 mil e R$ 33 mil por mês.
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A simulação considera financiamento de 80% do valor do imóvel, prazo de 420 meses e as condições médias de crédito praticadas atualmente pelos bancos privados. Os valores mostram a situação geral na região (as condições reais variam de acordo com o perfil do comprador e a avaliação específica dos bancos). Foram considerados apenas bairros com pelo menos 150 anúncios no período, de forma a garantir representatividade estatística.
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“Florianópolis reúne bairros com perfis imobiliários distintos, com exigências também muito diferentes para quem busca o crédito imobiliário”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
O estudo também analisou os bairros com maiores tíquetes médios da capital, onde o valor de financiamento exige renda muito mais elevada. Em Jurerê Internacional e Cacupé, por exemplo, a renda mínima necessária para aprovação do crédito pode superar R$ 213 mil ou R$ 128 mil mensais, refletindo imóveis com tíquete médio anunciado que ultrapassa R$ 6,5 milhões e R$ 3,9 milhões, respectivamente.
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Outros bairros valorizados da cidade também aparecem entre os maiores tíquetes, como Jurerê, Praia Brava e Sambaqui, onde o financiamento costuma exigir renda mensal acima de R$ 98 mil. “As classes mais altas tendem a depender menos do financiamento. Já o público para bairros intermediários necessitam mais do crédito imobiliário”, afirma Takahashi.






