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    Concessão de parques pode ser boa solução para Santa Catarina

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    Renato
    Por Renato Igor
    15/08/2020 - 12h23
    Parque Nacional de São Joaquim
    Parque Nacional de São Joaquim (Foto: Betina Humeres/Diário Catarinense)

    A concessão de parques estaduais e nacionais pode ser boa solução de gestão em Santa Catarina. Na última  segunda-feira (10),  o governo federal anunciou a inclusão do Parque Nacional de São Joaquim no Programa Nacional de Desestatização.

    O modelo atual é o me engana que eu gosto. Mesmo com profissionais capacitados, os órgãos públicos ambientais não dão conta da proteção ecológica que estes paraísos merecem. O que a União pretende fazer deveria servir de inspiração em Santa Catarina. Nós precisamos pensar fora da caixa.

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    Rio Vermelho e Tabuleiro

    Qual a realidade dos Parques Estaduais do Rio Vermelho (Florianópolis) e da Serra do Tabuleiro (Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí, Paulo Lopes e Garopaba) ? Ocupação desordenada, desmatamento, queimadas, lixões e construções irregulares. É fato! Evidente que as vozes contrárias serão as de sempre, com a tese de que vão privatizar o patrimônio público e tal. São as mesmas pessoas que preferem viver na ilusão de que está tudo bem. Não está. E, como não está, precisamos pensar em soluções. O desafio do fortalecimento dos órgãos de controle com mais concursos públicos será eterno, e é mais complicado agora, com a crise e o déficit fiscal - não há dinheiro. É preciso de parceria com o setor privado.

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    É evidente que o tema, complexo que é, precisa ser amplamente debatido com a sociedade, priorizando-se a preservação ambiental, as comunidades no entorno, a economia sustentável e a paisagem. Temos um exemplo positivo no Estado vizinho do Paraná. É uma empresa, via concessão, que administra o Parque Nacional do Iguaçu. O nosso papel é cobrar o detalhamento do projeto, que precisa ser equilibrado, ou seja, bom para a sociedade e para o investidor. Um bom contrato e regras claras definem a segurança jurídica necessária para o projeto dar certo.

    Exemplos

    É assim que o mundo todo faz. Nos canais de Copenhague, na Dinamarca, vê-se casas e bares flutuantes. Quem pensar nisso aqui, corre o risco de ir preso. O que impede, por exemplo, de um belo restaurante na beira do penhasco com uma vista deslumbrante para a Pedra Furada, em Urubici ? A questão, novamente, é o equilíbrio. Barcelona tem prédios icônicos na beira-mar, na praia de  Barceloneta. A diferença é que há equilíbrio, um enorme espaçamento entre eles,  dando harmonia ao local. Em Miami, na Flórida (EUA),  os parques de  Key Biscayne são cercados, tem horário de funcionamento, com praias, segurança, estacionamento, quiosques com churrasqueira, guarda-vidas e banheiros. Paga-se U$ 8 dólares por veículo. Claro que cada região tem as suas peculiaridades e não existe modelo pronto e perfeito. Temos que construir o nosso que, se bem feito, pode ajudar na proteção ambiental e fortalecer a atividade econômica fruto do turismo sustentável. Temos que pensar em fazer diferente se quisermos resultados diferentes. Até porque, o que deu errado nós já conhecemos.

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