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    Conselho de Educação de Florianópolis vai na contramão do Estado, Blumenau e Joinville 

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    Renato
    Por Renato Igor
    08/04/2020 - 19h20 - Atualizada em: 08/04/2020 - 20h55
    (Foto: Leo Munhoz/NSC Total)
    (Foto: Leo Munhoz/NSC Total)

    Na contramão das decisões tomadas pelo Conselho Estadual de Educação e Conselhos Municipais de Educação em Joinville e Blumenau, o Conselho Municipal de Educação de Florianópolis não autorizou que a prefeitura realize aulas não presenciais com uso de tecnologia e material didático no período de quarentena, como forma de evitar a propagação do novo coronavírus em Santa Catarina.

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    O Governo Federal, em função das aulas prejudicadas e suspensas pela pandemia, mudou a LDB, flexibilizando os 200 dias letivos e mantendo as 800 horas.

    O Estado de Santa Catarina e as prefeituras de Blumenau e Joinville, por exemplo, no objetivo de não deixarem as crianças sem atividades e, tampouco, perder o ano letivo, criaram estratégias de levar conteúdo online, não presencial, e disponibilizar atividades até com a entrega de material didático na casa do estudante.

    Florianópolis fez o mesmo, mas o Conselho Municipal de Educação (CME) da capital não autorizou. Concorda com EaD apenas como forma complementar. Mas ocorre que a prefeitura não disponibiliza apenas Ensino a Distância.

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    A proposta da prefeitura é de disponibilizar conteúdo online para o aluno fazer as atividades em casa. Como muitos são carentes e não possuem internet ou computador em casa, estes, teriam a opção de buscar na escola o material. Não sendo possível, o material seria entregue na casa dos estudantes. Ainda assim, a prefeitura criou a opção de receber estudantes com hora marcada na escola para que estes façam, com normas de higiene e evitando aglomerações, as atividades.

    O CME, em nota de esclarecimento, aponta que “ dada à necessidade de isolamento em massa da população, é inapropriado para discussões sobre a implantação da modalidade EaD nas escolas de Ensino Fundamental, assunto que por si só demandaria muitas discussões, além de grandes investimentos materiais e de preparação de recursos humanos. Tais empreendimentos, neste momento, trariam aos envolvidos uma carga extra de sentimentos os mais contraditórios, com sérias possibilidades de comprometer seus resultados na direção de um bom atendimento aos alunos mesmo em caráter emergencial”

    Não estamos vivendo dias normais. A situação da pandemia não estava prevista. É evidente que nada, ainda mais nessa idade, substitui a escola e a figura presencial do professor. Mas, ao vetar as aulas não presenciais como forma de não perder o ano letivo, o conselho joga contra a sociedade. A questão é muito simple e a escolha clara: o que é melhor neste momento? As crianças ficarem em casa sem fazer nada ou terem orientação e atividades pedagógicas no período?

    A opção adotada pelo Estado e prefeituras de Joinville e BLumenau não é o melhor dos mundos. Mas trata-se de uma ação criativa para tempos difíceis. É o mundo de verdade que apresenta uma resposta a um problema real . Mas o CME entende diferente, vive no seu mundo utópico.

    As crianças da rede de ensino de Florianópolis perdem.

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