As contratações de crédito com garantia de imóvel dispararam em Santa Catarina. A Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, registrou alta de 65% nos contratos dessa modalidade em 2025, em relação ao ano anterior. O crescimento no Estado acompanha a expansão nacional da modalidade. Em todo o País, o número de contratos assinados via plataforma da Loft, líder nacional em originação de crédito imobiliário, avançou 104% na comparação com 2024. O ticket médio das contratações encerrou o ano em R$ 420 mil.

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De acordo com Felipe Morgado, vice-presidente da unidade de serviços financeiros da Loft, o home equity, como também é chamado o crédito com garantia de imóvel, vem se consolidando como uma alternativa de crédito. “É uma modalidade que começa a ganhar espaço entre os brasileiros, especialmente por oferecer condições mais atrativas do que linhas tradicionais, como o empréstimo pessoal”, afirma.

No crédito com garantia de imóvel, o cliente oferece uma casa ou apartamento como garantia de pagamento, o que faz com que a instituição financeira consiga conceder crédito a juros mais baixos e prazos mais longos, que podem chegar a 240 meses (20 anos).

O valor do empréstimo é calculado com base no preço do imóvel e pode atingir até 60% do seu valor total, com livre destinação dos recursos. O dinheiro pode ser utilizado, por exemplo, para quitar dívidas mais caras, investir em educação, realizar reformas ou financiar projetos pessoais.

No caso dos moradores de Santa Catarina, o crédito com garantia de imóvel tem sido utilizado tanto para quitação de dívidas mais caras quanto para investimentos.

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“Mais da metade das pessoas que recorrem ao crédito com garantia de imóvel buscam reorganizar as próprias dívidas. Outro quarto deseja investir em outro imóvel ou reformar o atual. E cerca de 10% planejam utilizar o recurso para investir no próprio negócio”, explica Morgado.

Entre os estados da região Sul, o Paraná lidera o crescimento nas contratações de crédito com garantia de imóvel, com alta de 105,26%, seguido por Santa Catarina e Rio Grande do Sul (41%)