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    Coronavírus em SC: hotéis, bares e restaurantes propõem suspensão de contrato por 60 dias sem pagar salário 

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    Por Renato Igor
    21/03/2020 - 15h37 - Atualizada em: 22/03/2020 - 17h38
    Empregados e patrões buscam acordo (Foto: Salmo Duarte, AN)
    Empregados e patrões buscam acordo (Foto: Salmo Duarte, AN)

    Sindicatos dos trabalhadores e patronal de hotéis, bares e restaurantes da Grande Florianópolis negociam um acordo para enfrentar a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus. O impasse maior é a resistência dos funcionários em aceitar a proposta que possibilita a suspensão dos contratos de trabalho pelo período de até 60 dias, sem pagamento de salários e qualquer outra obrigação no período.

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    Outro ponto apresentado na proposta é de redução de salário e jornada de trabalho em 50% e a concessão imediata de férias com o adicional de 1/3 do salário a ser pago em até seis meses. A medida abrange nove municípios da Grande Florianópolis, 25 mil trabalhadores e sete mil empresas.

    Na última quinta-feira (19), proprietários de hotéis, bares e restaurantes de Balneário Camboriú acertaram um acordo para evitar demissões.

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    “A perspectiva é terrível, muitos não vão se levantar. Imagine: zero receita, aí o empregador tem todas as despesas pra pagar e ainda a folha de pessoal. Como ele vai fazer? E depois, ele vai abrir sem gente pra consumir?”, questiona Estanislau Bresolin, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Turismo, Hospitalidade e de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Florianópolis.

    O advogado do Sindicato dos Trabalhadores em Turismo, Hospitalidade e de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Florianópolis, Fernando Fávere, entende que o “momento é muito delicado e não podemos tomar nenhuma decisão precipitada. A proposta do Sindicato Patronal é suspender os contratos de trabalho, sem remuneração, por 2 meses, contudo sem garantia de manutenção dos postos de trabalho. O Sintratuh aceita redução de jornada e salários em até 25%, férias coletivas, férias antecipadas. Não podemos deixar o trabalhador, em momento de crise, sem poder procurar nova remuneração ao risco de passar fome”, concluiu.

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