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    Luta pelo poder

    Impeachment em SC: não tem jogo jogado

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    Por Renato Igor
    15/09/2020 - 11h38
    Governador Carlos Moisés, de  Santa Catarina
    Governador Carlos Moisés, de Santa Catarina (Foto: Gabriel Lain / NSC Total)

    “O governo pode não ter os 14 votos para barrar o impeachment mas, certamente, não existem os 27 votos necessários para o afastamento do governador Carlos Moisés e de sua vice, Daniela Reinehr”. A frase é de um político que acompanha muito de perto o processo em tramitação na Assembleia Legislativa (Alesc) e aponta o cenário de incerteza e a convicção de que não há nada definido para nenhum dos lados e, portanto, não há jogo jogado. Muita coisa está para acontecer ainda. E quais as variáveis?

    1- A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, deve tomar alguma decisão até sexta-feira (18) sobre o rito de impeachment. Pode dizer que o rito da Alesc está correto, suspender tudo e voltar à estaca zero, encaminhar o assunto para o plenário ou decidir monocraticamente. Nos bastidores, o que se comenta é que o caso do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, pode atrapalhar o catarinense. Como a situação de Witzel é mais grave e com provas robustas, livrar Moisés significaria ajudar Witzel.

    2- A denúncia do MPF contra o presidente da Alesc, Julio Garcia, por lavagem de dinheiro desgasta a imagem de quem está na linha sucessória do governo. Parlamentares podem temer estar associados à Garcia neste momento de forte pressão e com probabilidade grande desde vir a se tornar réu com a suposta aceitação da denúncia pela Justiça Federal.

    3- Jorge Tasca saiu da função de secretário da Administração e, assim, não corre mais risco de impeachment, evidentemente, pois não ocupa mais o cargo. Dedica-se exclusivamente na articulação para buscar os votos que garantam Moisés e Daniela no cargo. Se será exitoso, a conferir.

    4- Por fim, e não menos importante, o ex-presidente da Alesc Gelson Merísio, e que perdeu o segundo turno para Carlos Moisés na disputa ao governo do Estado, entrou de cabeça para evitar o impeachment da oestina Daniela Reinehr e, por consequência, livrar Moisés do afastamento.

    5- Carlos Moisés desde a semana passada passou a dar entrevistas e elevou, moderadamente, o tom. Nesta terça-feira (15), foi às redes sociais dizer que “há quem queira voltar a qualquer custo”. Caso consiga ganhar a opinião pública, poderá representar um movimento de fora para dentro da Alesc.

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