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    Lojistas da Grande Florianópolis defendem horário reduzido de shoppings por mais um ano

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    Renato
    Por Renato Igor
    21/06/2020 - 16h50 - Atualizada em: 21/06/2020 - 18h37
    Lojistas defendem manutenção do novo horário ( Foto:  Rafael Almeida/ Divulgação/ arquivo NSC)
    Lojistas defendem manutenção do novo horário ( Foto: Rafael Almeida/ Divulgação/ arquivo NSC)

    O novo normal dos shopping centers pode ser a continuidade do horário restrito e um cenário de não alcançar o mesmo nível de emprego que o setor estava antes da pandemia do novo coronavírus. Já há um consenso em muitos lojistas do segmento na Grande Florianópolis que defendem um turno único de oito horas, como entre meio dia e 20 horas, por exemplo. A reabertura, claro, ajudou o comércio que, evidente, precisa de cliente para existir. Mas, a reabertura, sozinha, não basta. O transporte coletivo também já foi retomado, o que também ajudou no aumento das vendas. Mas a clientela não voltou ao patamar pré- pandemia. É matemática. Para se manter uma loja aberta por 12 horas, são necessários dois turnos de funcionários. Mesmo com o aumento do movimento, o quadro atual é difícil para manter essa estrutura sem o mesmo faturamento. A atual redução de horário vem ajudando na diminuição dos custos. Sendo assim, estuda-se a possibilidade de se utilizar apenas um turno de funcionários. Essa é uma opinião dos operadores e não institucional dos shopping centers.

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    “Pelos depoimentos que tenho ouvido nos grupos de shoppings dos quais eu participo, lojistas e gerentes aprovam a continuidade desse horário reduzido por mais um ano”, explica Lidomar Bison, diretor de assuntos públicos e políticos da CDL de Florianópolis.

    Portaria da Secretarias de Estado da Saúde, do último dia 21 de abril, estabelece que os Shoppings terão horário reduzido de funcionamento de segunda a domingo, das 12h às 20h, excetuando as lojas de alimentação e restaurantes que poderão funcionar até às 22 horas.

    Está aí um grande desafio: se reduz a necessidade de pessoal para o funcionamento dos estabelecimentos. Isso significa mais desemprego. É o novo normal e uma difícil equação a ser resolvida.

    A Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE) se manifestou em nota:

    A ABRASCE trabalha para apoiar e respeitar decretos, bem como lojistas e todos os stakeholders envolvidos. Se o governo entender que deve liberar iremos estudar ambiente total é só então nos manifestar. Hipóteses e ilações neste momento, principalmente quando cidades vizinhas, bem como estados próximos estão revertendo decisões , pode fomentar interpretações distintas da real intenção.

    Confira a entrevista com Lidomar Bison, diretor de assuntos públicos e políticos da CDL de Florianópolis:

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