Caiu o número de visitantes na Ilha do Campeche e isso é uma boa notícia. A queda foi significativa nos meses de dezembro e janeiro. A atual temporada de verão é a primeira em que a gestão desse lugar paradisíaco está sob responsabilidade da prefeitura de Florianópolis.
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No comparativo entre os meses de dezembro, houve uma queda na casa dos 10 mil visitantes de 2024 para 2025 – a média de visitantes mensais caiu de 738 visitantes para 400 sob a gestão municipal. Além disso, em dezembro de 2025, não houve extrapolação do limite diário de visitantes, fixado em 800 pessoas. Os dados são do Programa de Visitação e Conservação do Instituto Ilha do Campeche.
Ilha do Campeche é um dos locais mais lindos de Florianópolis:
Comparando os meses de janeiro, em 2025 houve extrapolação em 10 dias do mês, batendo até 1883 visitantes, muito acima do limite considerado adequado para garantir a conservação da Ilha. Já em 2026, foram 4 dias com extrapolação, atingindo até 852 visitantes em um único dia, o que indica avanços significativos no controle de acesso mesmo que ainda haja espaço para aprimoramento.
Ainda em 2025, o território se tornou uma Unidade de Conservação (UC) – o Monumento Natural Municipal da Ilha do Campeche –, visando proteger a biodiversidade e o patrimônio arqueológico, cultural e paisagístico do local. Desde então, a Prefeitura de Florianópolis está à frente das ações de fiscalização na região por meio da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) e da Guarda Municipal de Florianópolis (GMF).
“É uma mudança que deve ser tratada como sinônimo de orgulho e os dados já apontam que todo o trabalho está sendo extremamente positivo. O objetivo agora é manter o que está dando certo e avaliar internamente o que podemos melhorar”, afirma o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Alexandre Waltrick.
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Os agentes da Floram e da GMF, por meio do grupamento ambiental, monitoram o embarque e desembarque na Ilha, para controle de pessoas e garantia de regularidade na emissão de vouchers e credenciamento das embarcações. Além do trabalho cotidiano, são realizadas operações periodicamente para coibir ilegalidades junto a outros setores de fiscalização (Posturas e Serviços Públicos, Procon, Vigilância Sanitária) e órgãos estaduais, como a Polícia Civil e Polícia Militar, e até federais, em conjunto com a Capitania dos Portos.
Recentemente, também foram instaladas câmeras de videomonitoramento que permitem a vigilância à distância, sem, necessariamente, ter a presença de fiscais na UC. As imagens são espelhadas na central de monitoramento, na Base da GMF, possibilitando a lavratura de autos de Infração Ambiental de maneira remota.
Está aí uma medida que aumenta a preservação ambiental, mantém a atividade turística e econômica, mas de forma muito mais sustentável.




