A polêmica proibição da pesca de arrasto da tainha em função do limite da cota capturada, conforme anúncio do último domingo (7), até a liberação, de fato, com a nova portaria divulgada nesta quinta-feira (11), mostrou um recuo do governo federal provocado pelo receio de desgaste em ano eleitoral.  

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A “batalha da tainha” envolveu muita articulação de bastidores.

Num primeiro momento, anunciaram que a liberação seria apenas para o litoral Norte. Depois, via o presidente do Sebrae, Décio Lima, a informação, em suas redes,  que a atividade estaria liberada em todo o litoral catarinense, com uma cota adicional de 400 toneladas. A portaria publicada na noite desta quinta-feira libera mais 230 toneladas ao litoral norte e 200 toneladas para Grande Florianópolis e Sul.

Pesca da tainha é tradição em SC:

É surreal, mas até a publicação da nova portaria, a pesca artesanal estava “liberada”, mas ainda seguia suspensa. Liberada no discurso, e suspensa na prática. Foi assim de domingo até quinta-feira.

Articulação

O articulador político pelo recuo na proibição pela cota anterior foi o presidente do Sebrae, Décio Lima. O ex-prefeito de Blumenau esteve no Palácio do Planalto onde gravou vídeo com o presidente Lula anunciando o recuo do “encerramento da pesca de arrasto”.

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Na reunião do GT da Tainha, segundo a coluna apurou, houve forte resistência da pesca industrial. Este setor defende as cotas para a pesca artesanal e a primeira medida que encerrou a pesca tradicional na safra 2026.

O governo da “ciência” não resistiu ao risco de desgaste eleitoral na “batalha da tainha”.