Florianópolis precisa decidir qual a vocação e o que espera para o futuro da Ponta do Coral, área nobre colada no mar, na Avenida Beira-Mar Norte. Atualmente, o cenário é de mato alto e abandono, usuários de drogas e pessoas em situação de rua. A única novidade no local no último ano foi a instalação de pequenas lixeiras com sacos plásticos.

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Independentemente daquilo que você defenda para o local, não é possível aceitar o estado atual daquele lindo cenário. Hoje é inseguro e esquecido: a Ponta do Coral caiu no limbo do ostracismo, numa total exclusão política e social.

Florianópolis precisa decidir o futuro da Ponta do Coral

Aterro, praça e prédio

Embora haja discussão inclusive sobre a propriedade do imóvel, empreendedores têm a intenção de fazer aterro e um prédio com área de lazer e eventos, além de praça pública. Se for este o caminho, que a proposta seja muito bem discutida com a sociedade. A linha de qualificação, modernização com espaço público de lazer e serviços, geração de emprego e renda é, sem dúvida, um argumento considerável. 

Não fazer nada

Não fazer nada também é uma decisão. Respeita-se quem pensa que é preciso preservar a paisagem natural e que o espaço não comporta mais edificações. É um direito pensar assim. Aliás, esse já foi um tema importante e que já decidiu eleição em Florianópolis com o slogan “cidade mais humana”. 

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O que é péssimo para a cidade, entretanto, é deixar como está: um local inseguro e abandonado.

Se o caminho for por permitir aterro e construir, que haja um bom debate sobre o projeto. Caso a opção for por não fazer nada, no mínimo, um plano de manejo e manutenção àquela nobre área merece receber.