Ponta da Discórdia: a área nobre na Ilha da Magia que caiu no Limbo do Ostracismo
Florianópolis precisa decidir o futuro da Ponta do Coral. Área nobre motiva debate sobre aterro, praça pública ou mesmo a preservação da paisagem natural
Não fazer nada também é uma decisão: respeita-se quem pensa que é preciso preservar a paisagem natural e que o espaço não comporta mais edificações (Foto: Renato Igor, NSC Total)
Florianópolis precisa decidir qual a vocação e o que espera para o futuro da Ponta do Coral, área nobre colada no mar, na Avenida Beira-Mar Norte. Atualmente, o cenário é de mato alto e abandono, usuários de drogas e pessoas em situação de rua. A única novidade no local no último ano foi a instalação de pequenas lixeiras com sacos plásticos.
Continua depois da publicidade
Independentemente daquilo que você defenda para o local, não é possível aceitar o estado atual daquele lindo cenário. Hoje é inseguro e esquecido: a Ponta do Coral caiu no limbo do ostracismo, numa total exclusão política e social.
Florianópolis precisa decidir o futuro da Ponta do Coral
1
Atualmente o cenário na Ponta do Coral é marcado pelo abandono e pelo crescimento desordenado de mato alto. (Foto: Renato Igor, NSC Total)
A falta de manutenção transformou a área em ponto de insegurança com presença frequente de usuários de drogas. (Foto: Renato Igor, NSC Total)
O local abriga pessoas em situação de rua que utilizam o espaço esquecido pelo poder público como refúgio. (Foto: Renato Igor, NSC Total)
A única intervenção visível no último ano foi a instalação de lixeiras como tentativa tímida de zeladoria. (Foto: Renato Igor, NSC Total)
A indefinição sobre a propriedade do imóvel trava projetos de revitalização e melhorias imediatas. (Foto: Renato Igor, NSC Total)
Quem transita pela Avenida Beira-Mar Norte observa um cenário de contraste entre o luxo vizinho e o descuido do terreno. (Foto: Renato Igor, NSC Total)
Uma das propostas em debate envolve a criação de um aterro para viabilizar novas edificações. (Foto: Renato Igor, NSC Total)
O projeto de empreendedores prevê a construção de um prédio com área de eventos e uma praça para a comunidade. (Foto: Renato Igor, NSC Total)
Defensores da preservação argumentam que o espaço deve manter sua paisagem natural sem novas construções. (Foto: Renato Igor, NSC Total)
O slogan cidade mais humana já foi tema central de eleições e pauta as discussões sobre o uso do solo na Capital. (Foto: Renato Igor, NSC Total)
O estado de degradação atual é considerado inaceitável independentemente da ideologia urbana defendida. (Foto: Renato Igor, NSC Total)
Críticos cobram que o governo do Estado ou a prefeitura apresentem ao menos um plano de manejo para a área. (Foto: Renato Igor, NSC Total)
A decisão sobre o futuro da região definirá a vocação de Florianópolis para as próximas décadas. (Foto: Renato Igor, NSC Total)
Aterro, praça e prédio
Embora haja discussão inclusive sobre a propriedade do imóvel, empreendedores têm a intenção de fazer aterro e um prédio com área de lazer e eventos, além de praça pública. Se for este o caminho, que a proposta seja muito bem discutida com a sociedade. A linha de qualificação, modernização com espaço público de lazer e serviços, geração de emprego e renda é, sem dúvida, um argumento considerável.
Não fazer nada
Não fazer nada também é uma decisão. Respeita-se quem pensa que é preciso preservar a paisagem natural e que o espaço não comporta mais edificações. É um direito pensar assim. Aliás, esse já foi um tema importante e que já decidiu eleição em Florianópolis com o slogan “cidade mais humana”.
Continua depois da publicidade
O que é péssimo para a cidade, entretanto, é deixar como está: um local inseguro e abandonado.
Se o caminho for por permitir aterro e construir, que haja um bom debate sobre o projeto. Caso a opção for por não fazer nada, no mínimo, um plano de manejo e manutenção àquela nobre área merece receber.