A praia do santinho, no Norte da Ilha de Santa Catarina, é a praia de Florianópolis com mais dias próprios para banho nos últimos 15 anos. Entre 2010 e 2025, o balneário teve 99,8% de balneabilidade, segundo dados históricos do Instituto de Meio Ambiente (IMA-SC). A conclusão faz parte do primeiro boletim da Central de Inteligência Turística de Florianópolis, lançada pelo IFSC Continente na última segunda-feira (24).
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Em segundo lugar aparecem Praia Mole (98,7%), Barra da Lagoa (98%) e Joaquina (97,7%). Os balneários mais críticos são Lagoa da Conceição (74,6%) e Canasvieiras (83,9%).
Veja fotos da praia:
Sazonalidade (2010–2025)
Janeiro e fevereiro concentram maior proporção de laudos “impróprios”, alinhados ao pico de demanda turística e regime de chuvas de verão.
Insight estratégico
A qualidade melhora em praias oceânicas com maior renovação hídrica e piora em corpos mais confinados (baías/lagoas) e áreas densamente ocupadas, evidenciando a relação saneamento-urbanização-turismo.
Interpretação e Implicações gestoras
Os padrões históricos indicam que pressão antrópica (densidade, ligações irregulares, drenagem) e condições ambientais (chuva, maré) explicam a maior parte da variabilidade espacial e sazonal.
Na Lagoa da Conceição permanece o sinal de alerta — risco ambiental e reputacional ao destino — e demanda ações estruturais continuadas.
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Recomendações de gestão
Infraestrutura sanitária prioritária em Norte/Lagoa, com metas de curto e médio prazo. Operação verão: reforço de monitoramento, fiscalização e comunicação de risco. Integração setorial: articular planejamento urbano, ambiental e turístico; orientar capacidade de carga e licenciamento em áreas críticas.
Considerações Finais:
Florianópolis apresenta balneabilidade média elevada, porém heterogênea.
As praias de mar aberto seguem como ativos estratégicos; baías e lagoas exigem política estrutural e gestão adaptativa.
Manter(e elevar) a qualidade das águas é condição para a competitividade sustentável do turismo na capital.
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