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    Prefeitura de Florianópolis muda projeto do Parque e Marina Beira-mar para atrair investidores 

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    Por Renato Igor
    28/11/2019 - 11h08 - Atualizada em: 28/11/2019 - 12h03
    Prefeitura acredita que marina pode ficar pronta em três anos após o licenciamento ambiental. (Foto:divulgação)
    Prefeitura acredita que marina pode ficar pronta em três anos após o licenciamento ambiental. (Foto:divulgação)

    A prefeitura de Florianópolis mudou parte do projeto original do Parque e Marina da Beira-Mar para tornar o edital mais atraente. O projeto original previa 5 mil m² de construções, agora, subiu para 15 mil m².

    — Vai continuar a mesma concepção, de área pública, respeitando o direito à paisagem e contemplação. O Ipuf é muito rigoroso com isso — garante o Secretário de Turismo de Florianópolis, Juliano Pires.

    Outra mudança é que o edital de concessão, que será publicado nesta sexta-feira (29), terá o lance inicial fixo de R$2 milhões. A prefeitura tem expectativa de que a oferta máxima alcance R$ 10 milhões. Estima-se em R$ 190 milhões o valor total da obra.

    O edital prevê, ainda, um percentual de 0,5% de retorno para os cofres públicos municipais sobre o excedente da meta de faturamento de quem vencer a concorrência, durante a operação da marina.

    A área total do empreendimento é de 440 mil m², sendo 150 mil m² de área pública e, destes, 15 mil m² de construções em quiosques, restaurantes e demais serviços para a população.

    A área do empreendimento fica entres os bolsões da Casan e o Trapiche.

    Serão 300 barcos na fase inicial, podendo chegar a 624 vagas. O empreendedor terá que construir 350 vagas subterrâneas de estacionamento- o mesmo que existe hoje, segundo a prefeitura, somando os dois bolsões, que deixarão de existir.

    A concessão será por 30 anos.

    Desafios

    O resultado do pregão será conhecido 31 de janeiro. O grande desafio será o licenciamento ambiental.

    Aqui é a terra do nada pode, mas, como trata-se de uma região conurbada, já com aterro, acho mais simples. - Juliano Pires

    — Espera-se um ano nesse processo. Sempre é um desafio o licenciamento. Aqui é a terra do nada pode, mas, como trata-se de uma região conurbada, já com aterro, acho mais simples. Já temos estudos simplificados que mostram a viabilidade- Conclui o secretário Juliano Pires.

    Trata-se de um empreendimento importante para a cidade. Não há um centavo de investimento público. Os moradores ganharão um parque público. A cidade ganha uma ferramenta importante para atrair novos negócios e gerar empregos. Estima-se que um barco possa gerar até dez empregos diretos e indiretos.

    O fato da baía norte estar sendo despoluída é positivo. Temos, pelo mundo todo, Alicante(Espanha), Cascais (Portugal) e Tel Aviv (Israel), apenas para citar alguns exemplos, marina e água 100% transparente e limpa, no mesmo lugar.

    O desafio é tirar o projeto da maquete e fazer acontecer.

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