Quem pretende financiar um imóvel em Florianópolis neste começo de 2026 precisa comprovar renda mensal que pode variar de cerca de R$ 26 mil a mais de R$ 230 mil, dependendo do bairro e do valor do imóvel.
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Levantamento realizado pela Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, mostra as condições atuais de financiamento com base nos preços médios de anúncios imobiliários nas principais plataformas digitais e nas condições praticadas pelos principais bancos privados.
Entre os bairros com maior volume de anúncios na cidade, a renda mínima exigida varia de forma significativa. Em regiões como Jurerê Internacional, Agronômica e João Paulo, por exemplo, o comprador precisa comprovar renda que pode variar de cerca de R$ 77 mil a mais de R$ 230 mil mensais para financiar um imóvel típico. Já em bairros como São João do Rio Vermelho e Ingleses, a renda mínima estimada gira em torno de R$ 26 mil a R$ 32 mil por mês.
A simulação considera financiamento de 80% do valor do imóvel, prazo de 420 meses e as condições médias de crédito praticadas atualmente pelos bancos privados. Os valores mostram a situação geral na região (as condições reais variam de acordo com o perfil do comprador e a avaliação específica dos bancos).
“Florianópolis combina bairros com forte valorização imobiliária e perfil turístico com regiões mais acessíveis, o que gera uma variação relevante na renda exigida para financiamento”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
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O estudo também analisou os bairros com maiores tíquetes médios da cidade, onde o valor de financiamento exige renda ainda mais elevada. Em regiões como Jurerê Internacional, Praia Mole e Cacupé, por exemplo, a renda mínima necessária para aprovação do crédito pode chegar a mais de R$ 230 mil mensais, refletindo imóveis com tíquete médio acima de R$ 5 milhões a R$ 7 milhões. Outros bairros valorizados, como Lagoa da Conceição, Sambaqui e Canto da Lagoa, também aparecem com exigências superiores a R$ 85 mil mensais.
“Nos bairros de alto padrão, o valor elevado dos imóveis faz com que muitos compradores utilizem mais recursos próprios ou reduzam o valor financiado. Ainda assim, o financiamento segue sendo uma ferramenta importante, especialmente para organizar o fluxo financeiro da compra”, afirma Takahashi.
O levantamento mostra ainda que as condições atuais de financiamento refletem o ambiente de juros mais altos observado recentemente. Como referência de contexto macroeconômico, a taxa básica de juros (Selic) caiu 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, patamar que influencia diretamente o custo do crédito imobiliário.
“O mercado de crédito imobiliário costuma reagir com defasagem às mudanças na Selic. Mesmo com a queda na taxa básica, as condições de financiamento observadas neste início de 2026 tendem a persistir por algum tempo, até que os bancos ajustem suas taxas e políticas de crédito.”
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Takahashi ressalta que há fatores positivos para quem decidir comprar imóvel neste momento. “Com a queda da Selic, a tendência é que o financiamento fique mais vantajoso ao longo dos próximos meses. Por outro lado, o preço dos imóveis também pode reagir a esse movimento.” O especialista lembra ainda a possibilidade de portabilidade do financiamento, caso as condições de crédito se tornem mais favoráveis no futuro.

