Santa Catarina vive uma chacina anual de motociclistas. São jovens adultos que perdem o futuro em acidentes que provocam, para sempre, dor em seus familiares e entes queridos. Nas SCs, que representam menos de 20% da malha viária estadual, das 114 pessoas que morreram no trânsito em 2026, 37 estavam em motos (32,5%).
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Em 2025, as mortes de motociclistas dispararam nas rodovias federais catarinenses: alta de 22%, com 120 vidas perdidas entre janeiro e novembro do ano passado, ante 98 no mesmo período de 2024. No total, foram 3.590 acidentes e 4.055 feridos.
Nestes números trágicos não estão contabilizadas as mortes ocorridas nos perímetros urbanos, nas ruas e avenidas das 295 cidades do território barriga-verde.
O Brasil vive um combo que resulta numa tragédia diária, com vidas perdidas no trânsito, além das sequelas permanentes e casos de invalidez, fruto dos acidentes que resultam em politraumatizados.
É custo enorme para o SUS, além dos travamentos das cirurgias eletivas — a senhora que passou a madrugada em jejum para fazer a cirurgia de varizes terá seu procedimento cancelado, pois o leito do hospital precisou ser utilizado de forma emergencial por mais um acidentado de moto.
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Santa Catarina tem pouco mais de 8 milhões de habitantes e 7 milhões de veículos registrados no Detran, um percentual elevadíssimo. Estado que recebe migrantes de todos os cantos, mas a infraestrutura viária não melhora na mesma proporção. O transporte coletivo, usualmente, é pouco atraente. Jovens veem na moto, muitas vezes, a única oportunidade de conseguir a suada e perigosa fonte de renda.
Na gamificação das plataformas de delivery, jogam um jogo que vicia, custa vidas. As plataformas prometem pizza quentinha e bebida gelada em 15 minutos, e o jovem motoqueiro que “se vire” para entregar no tempo esperado, em busca do bônus por meta, da premiação extra por alguns reais a mais.
Por isso, também, ele faz, muitas vezes, loucuras no trânsito. Para piorar, em nome das eleições, o governo Lula assinou uma Medida Provisória que flexibiliza o acesso à atividade: não exige experiência, idade mínima e, tampouco, treinamento. O resultado, por óbvio, será mais mortes.





